Nyusi diz que os corruptos desacreditam a capacidade e vontade dos servidores públicos de dar o melhor de si por um Moçambique melhor.
A luta contra a corrupção é, para o estadista, também, a luta pela legalidade, pelo cumprimento das normas e procedimentos instituídos por lei, para a gestão da coisa pública, do património comum.
Nyusi diz ser urgente que se combata a corrupção, pois entende que o fenómeno não só lesa a instituição onde ocorre, mas todo um aparelho do Estado e todos os moçambicanos, sabido que priva o Estado dos recursos que servem para criar o bem-estar e o progresso do povo.
O mais alto magistrado na Nação falava, no seu gabinete de trabalho, na cerimónia de saudação especial pelos órgãos de administração da justiça, por ocasião da Semana Nacional da Legalidade, cuja efeméride assinalou-se no domingo.
O Presidente disse ser responsabilidade de todos os moçambicanos combater a corrupção e encorajar as boas práticas. No entanto, explicou que ao sector da administração da justiça exige-se mais ainda por se tratar daqueles que têm como incumbência a fiscalização do cumprimento das leis e responsabilização dos infractores.
Nyusi explicou que os judiciários só saberão desempenhar efectivamente o seu papel se se abstiverem dos actos de corrupção e promoverem as boas práticas, pois só um judiciário totalmente imune da violação das leis pode ser actor activo em defesa das leis.
“O nosso fim é eliminar a tendência da tentação e os incentivos envenenados para os comportamentos desviantes para as perturbações da ordem pública. Mas, se ainda assim persistirem condutas violadoras da legalidade e da ordem jurídica, então, a justiça deve ser exemplar no apuramento das responsabilidades e na aplicação das sanções respectivas”, disse.
Acrescentou caber ao aparelho judiciário, não só dar o suporte necessário, através das acusações e julgamento dos processos entrados, como também ser o exemplo de integridade e de lisura de que se pretende.
Ao cumprir as suas responsabilidades, explicou, o magistrado estará a contribuir, decisivamente, para restabelecer a confiança do cidadão nos órgãos do Estado e criar uma cultura de integridade.
O estadista acrescentou que o outro “aspecto de mestria” que se mostra fundamental na luta contra a corrupção é o magistrado primar por uma abordagem preventiva, mais do que a repreensão.
Explicou que a repreensão, embora necessária, é um desfecho que serve apenas para confirmar o fracasso de todo um sistema judiciário, no que concerne à prevenção da corrupção.