A informação foi divulgada pelo Serviço Nacional dos caminhos de ferro marroquinos (ONCF, na sigla em francês).
O comboio já circulou na segunda-feira a 275 quilómetros por hora, num troço de 110 quilómetros, entre Kenitra e Tanger, no norte do país, na presença do ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, que foi ver os progressos deste projecto “emblemático da relação bilateral franco-marroquina”.
O custo total do projecto, financiado pela França em 50 por cento, ascende a 22,9 mil milhões de dirhams (cerca de dois mil milhões de euros), um desvio em cerca de 15 por cento a mais em relação às estimativas iniciais, feitas em 2007, segundo os números divulgados na segunda-feira.
“Estamos a menos de nove milhões de euros por quilómetro, que compara com um padrão europeu de 20 milhões de euros”, sublinhou Mohamed Rabie Khlie , o presidente do ONCF.
Esta linha ferroviária de alta velocidade vai ligar a capital económica do reino, Casablanca, a capital administrativa, Rabat, e o polo marítimo de Tanger em um pouco mais de duas horas, contra quase cinco actualmente.
Os caminhos-de-ferro marroquinos esperam seis milhões de passageiros depois de três anos de funcionamento.
Mohamed Rabie Khlie acrescentou que a rede de comboios estava saturada e que desta forma vão “criar comboios destinados aos marroquinos e adaptados ao poder de compra dos marroquinos”.