Um tribunal queniano rejeitou, esta semana, o pedido de alteração da lei sobre como os bens devem ser divididos em caso de divórcio, anunciaram as activistas para quem a medida constitui um golpe para os direitos das mulheres no país, noticiou a agência Reuters. O Alto Tribunal do Quénia rejeitou uma petição de 2016 submetida pela Federação de Mulheres Advogadas do Quénia (FIDA), um grupo de defesa que alega que a Lei da Partilha de Bens no divórcio é inconstitucional porque dá direito a cada parceiro apenas aquilo que contribuiu durante o casamento. A Constituição rege que os casados gozam de direitos iguais e o grupo argumentou que a lei prejudica injustamente as mulheres, por serem mais propensas a sofrer financeiramente com a quebra do casamento. Na sua decisão, o tribunal fundamentou que a alteração da lei “abriria uma porta para que uma parte entrasse no casamento e saísse dele, em caso de divórcio, com mais do que aquilo que merece”.