A decisão do referendo de 23 de Junho “não foi tomada para tornar o Reino Unido um país virado para dentro”, afirmou esta terça-feira Theresa May, a primeira-ministra do Reino Unido.
A responsável diz que a saída da União Europeia está a ser “mal compreendida” por alguns outros membros, mas garante que, ao contrário do que alguns receiam, May espera que a saída do Reino Unido não origine o desmembramento da União Europeia.
Theresa May diz-se confiante de que “será possível chegar a um acordo positivo” e pediu uma “negociação justa com os parceiros europeus”. Mas deixa um aviso: se levarem a sua opinião adiante, aqueles que dizem que os restantes membros da UE devem ser duros e “punitivos” com o Reino Unido, procurando garantir que outros não vão querer seguir o mesmo caminho, “isso seria um erro de proporções calamitosas” para a própria união.
“Vamos sair da União Europeia mas não vamos sair da Europa”, afirmou Theresa May, garantindo que a intenção é “colaborar com os parceiros europeus”, como “vizinhos e melhores amigos”. A primeira-ministra confirmou que o governo irá submeter ao parlamento britânico o acordo final para a saída da UE, mas não para a activação do artigo 50 (que deverá acontecer já em Março).
Mas o que é que isso pode significar? Isto é, e se o Parlamento rejeitar, nessa altura, o acordo final? Theresa May diz que está confiante de que “o Parlamento irá querer respeitar as opiniões das pessoas. Theresa May garantiu que o Reino Unido vai continuar a ser uma economia aberta ao exterior, sobretudo aos trabalhadores “qualificados”. Mas confirmou que, tendo em conta aquela que acredita ter sido uma das mensagens transmitidas pelos eleitores no referendo, vai haver um controlo dos números de imigrantes.