A República do Congo tornou-se membro de pleno direito da Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP), anunciou a rádio pública citando um comunicado oficial da Presidência.
A eleição desta candidatura ocorreu depois da adopção da mesma durante uma reunião dos ministros dos Estados membros da OPEP em Viena, na Áustria, de acordo com a fonte.
A adesão do Congo à OPEP traduz a vontade do chefe de Estado, Denis Sassou Nguesso, de colocar o seu país “na categoria dos líderes mundiais, portadores de propostas nas negociações internacionais”, precisou o comunicado.
Este estatuto de membro de pleno direito testemunha do engajamento do Congo de pertencer a um quartel tendo, entre outras missões, a fixação das quotas de produção que influi no preço de venda do petróleo, no interesse dos países membros.
Congo torna-se no 15º membros da OPEP e no sétimo país de África a fazer parte desta organização.
Criada em 1960, a OPEP integra os Emirados Árabes Unidos, o Irão, o Kuwait, o Qatar, o Iraque, a Arábia saudita, a Venezuela, o Equador, o Gabão, a Nigéria, Angola, a Guiné-Equatorial, a Argélia, a Líbia e o Congo.
Esta adesão do Congo à OPEP acontece numa altura em que o país espera por uma subida da produção petroleira, favorecida pela exploração do jazigo Moho-Norte, cujo potencial se estima em mais de 140 mil barris por dia.
Trata-se dum projeto gigantesco, situado em offshore profundo, ao largo de Ponta-Negra, principal centro económico e industrial no sul do país.
O custo dos investimentos avalia-se em mais de dez biliões