As obras de construção de duas refinarias, de ouro e de estanho, estão concluídas no Ruanda, soube a Panapress
de fontes oficiais em Kigali.
As duas infra-estruturas têm a capacidade de transformar importantes quantidades dos dois minerais provenientes do Ruanda e dos países da região.
O Ruanda é um dos maiores produtores de estanho, tântalo e tungstênio do mundo e exporta igualmente ouro e pedras preciosas, de acordo
com a mesmas fonte.
O Conselho de Administração de Petróleo e Minas do Rwanda (RMB, sigla em inglês) declarou quinta-feira, num comunicado, que as novas infra-estrutruras custaram cinco milhões de dólares, desembolsados pela Aldango, uma das empresas promotoras desta iniciativa, fruto duma associação de duas empresas, Hilly Metals Company,
uma empresa local, e Aldabra.
Com uma capacidade de transformação de seis toneladas de ouro por mês, ou seja cerca de 220 quilos por dia, a refinaria é a primeira do género neste país, revelou o RMB. O país quer ganhar um bilhão e 500 milhões de dólares americanos da exportação de minerais, até 2024,
segundo projecções oficiais.
O Ruanda recebeu uma atenção internacional considerável devido ao genocídio ocorrido em 1994, no qual cerca de 800 mil pessoas foram mortas. Desde então, o país viveu uma grande recuperação social, e hoje em dia, apresenta um modelo de desenvolvimento que é considerado exemplar para
países em desenvolvimento.
Em 2009, uma reportagem da rede de notícias CNN classificou Ruanda como tendo a história de maior sucesso do continente, tendo alcançado estabilidade, e crescimento da economia.