Os mais recentes desenvolvimentos do fim- -de-semana na parte oriental da Ucrânia estão a penalizar a economia russa. Moscovo debate-se com a desconfiança dos investidores que temem o agravar do diferendo que opõe a Rússia à Ucrânia.

O rublo está a cair 0,6 por cento, tendo atingindo o valor mais baixo em três semanas. Mas na segunda-feira o rublo já esteve a descer 0,9 por cento para valer 35,960 dólares, aumentando as perdas desde o início do ano para 8,6. De acordo com a Bloomberg esta é a maior queda, exceptuando o peso argentino, entre os 24 países emergentes.

Já o principal índice russo, o Micex, está a cair 1,51 por cento para 1.341,89 pontos, a maior queda da última semana. Em sentido inverso, a taxa de juro implícita (yield) com maturidade até Fevereiro de 2027 subiu 13 pontos base para 9,13 por cento.

Apesar dos ganhos geopolíticos conseguidos por Moscovo nas últimas semanas, especialmente depois de concretizada a anexação da região da Crimeia, os investidores têm olhado com crescente desconfiança para a capacidade da economia russa conseguir retomar o
caminho da expansão.

Vários dados económicos apontam exactamente no sentido do abrandamento económico. A Bloomberg refere que esta terça-feira serão conhecidos dados que devem mostrar uma expansão da produção industrial de 0,5 por cento em Março, depois dos 2,1 por cento registados em Fevereiro.

Também o crescimento das vendas a retalho caiu para 3,3 por cento em Março depois dos 4,1 por cento em Fevereiro, num novo indicador que demonstra que a economia russa está a ser penalizada pelo desenrolar dos mais recentes acontecimentos.

Por outro lado, a União Europeia (UE) decidiu alargar a lista das personalidades russas e ucranianas pró-russas abrangidas por sanções após os recentes incidentes no Leste da Ucrânia, anunciou a chefe da diplomacia da UE,
Catherine Ashton.

O número e os nomes das pessoas visadas serão definidos pelo serviço diplomático da UE, que já colocou 33 pessoas nesta lista, incluindo membros do círculo mais próximo do Presidente russo Vladimir Putin, na sequência da união do território da Crimeia à Rússia.

Foi decidido “alargar a lista de pessoas sujeitas à congelação de bens e emissão de vistos.