Uma em cada cem pequenas e médias empresas em Espanha estão a encerrar, face o aumento do salário mínimo para 900 euros, segundo revela o jornal “El Economista” desta semana.
Embora várias entidades, como o Banco de Espanha, considerem ser muito cedo para avaliar o impacto negativo do aumento do salário mínimo interprofissional (SMI na sigla espanhola) na criação de emprego em Espanha, essa consequência foi observada nas pequenas e médias empresas (PMEs).
De acordo com um estudo da EAE Business School, esta medida já levou a mais de 1 por cento das PME espanholas
com funcionários a encerrar.
A principal causa está no aumento dos custos com os trabalhadores causada pela medida aprovada pelo governo de Pedro Sánchez, que entrou
em vigor em Janeiro de 2019.
Isso significou um aumento dessas despesas de 22,3 por cento para com os “trabalhadores menos qualificados, o que prejudicou principalmente a competitividade de empresas menores, obrigando mais de 15 mil a fechar, com as demissões que isso acarreta”.
O relatório também acusa as políticas proteccionistas das Administrações Públicas, uma vez que elas reduzem o mercado de PME e “as
forçam a serem generalistas”.