São Tomé e Príncipe e a Guiné-Equatorial já vão iniciar a exploração de petróleo e gás na fronteira marítima comum, informou recentemente em São Tomé o ministro das Infra-estruturas, Recursos Naturais e Energia, Osvaldo Abreu.
O acordo de partilha de produção de petróleo e gás será concluído brevemente, acrescentou o governante santomense, por ocasião duma visita do ministro equato-guineense das Minas e Hidrocarbonetos, Gabriel Obiang Lima, a São Tomé e Príncipe.
O “Bloco 2 localizado na fronteira marítima entre São Tomé e Príncipe e Guiné-Equatorial, encontra-se há muito na mira do Governo equato-guineense. O Governo santomense está expectante que a exploração de hidrocarbonetos e gás com a Guiné-Equatorial venha dar frutos antes da previsão acordada”, indicou.
A seu ver, o processo está bastante avançado, e estudos de aquisição sísmica 2 e 3 já foram feitos.
Osvaldo Abreu indicou ainda que São Tomé e Príncipe e a Guiné-Equatorial decidiram explorar em conjunto gás na zona económica exclusiva e na fronteira marítima com a Nigéria.
Segundo o governante, a Guiné-Equatorial desenvolveu algumas infra-estruturas bem modernas com capacidade de buscar aquele gás que normalmente as empresas deixam por incapacidade de o tratar.
“Então, decidimos que todo o gás descoberto no norte e nordeste da ilha de São-Tomé vai ser tratado na Guiné- Equatorial. Concordamos para que o nosso gás seja tratado nas estações já existentes na Guiné-Equatorial. Eles já o fazem com o gás que vem da Nigéria e dos Camarões”, afirmou.
Por sua vez, Gabriel Obiang Lima disse à imprensa que as duas partes decidiram enviar quadros ao Instituto de Minas, Petróleo e Gás, financiado por instituições americanas para formar quadros nacionais.
A visita do também filho do Presidente equato-guineense, segue-se a uma, efectuada recentemente à Guiné-Equatorial pelos ministros santomenses dos Negócios Estrangeiros e dos Recursos Naturais, com vista a resolverem problemas de baixa de ajuda externa ao desenvolvimento do arquipélago santomense.