O Ministério do Planeamento e Finanças de São Tomé e Príncipe já começou a divulgar dados macroeconómicos harmonizados com os critérios do Fundo Monetário Internacional (FMI) através do Sistema Melhorado de Disseminação de Dados.
O objectivo é “servir como um veículo centralizador de dados macroeconómicos essenciais sobre contas nacionais, operações financeiras do Governo e dívida, sector monetário e financeiro, e balança de pagamentos”, lê-se num comunicado divulgado pelo FMI, além de disponibilizar dados sobre contas do país, operações financeiras e dívidas. O sistema permite a agentes e políticos analisar informação sobre o país que o FMI considera relevante.
A página “contém ligações electrónicas para as estatísticas produzidas pelas entidades oficiais de São Tomé e Príncipe”, acrescenta o comunicado.
“A publicação de dados macroeconómicos fundamentais através deste sistema vai dar aos decisores políticos nacionais e aos agentes internacionais e nacionais, incluindo investidores e agências de notação financeira, acesso fácil a informação que o conselho de administração do FMI identificou como crítica para monitorizar as condições económicas e as políticas”.
O país, oficialmente República Democrática de São Tomé e Príncipe, é um Estado insular localizado no Golfo da Guiné, na costa equatorial ocidental da África Central, formado por dois arquipélagos em torno das duas ilhas principais, as ilhas de São Tomé e Príncipe, que distam-se cerca de 140 km uma da outra e a cerca de 250 e 225 km da costa noroeste do Gabão, respectivamente, que faz fronteira com a Guiné Equatorial e Camarões.
As ilhas estiveram desabitadas até a sua descoberta pelos exploradores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar, em 1470. Gradualmente colonizados pelos portugueses ao longo do século XVI, eles colectivamente serviram como um centro comercial vital para o comércio
atlântico de escravizados.
O rico solo vulcânico e a proximidade com a linha do Equador tornaram São Tomé e Príncipe ideal para o cultivo de açúcar, seguido mais tarde por outras culturas de rendimento tais como café e cacau; a lucrativa economia de plantação era dependente de escravos.