De acordo com o director das pescas, João Pessoa, estão num processo de melhoria da captura, tratamento e comercialização dos produtos de pesca em São Tomé e Príncipe, uma vez que estão impedidos de exportar o seu pescado por falta de condições de higiene.
Adiantou que, técnicos da direcção das pescas estão a receber uma formação de formadores sobre tratamento e comercialização do pescado no âmbito deste projecto.
O projecto, financiado pela FAO tem uma duração de dois anos e destina-se essencialmente a apoiar o Plano Nacional de Investimento Agrícola e Segurança Alimentar e Nutricional do governo são-tomense.
Segundo a fonte, um dos objectivos deste plano é promover acções de capacitação institucional sobre a comercialização do produto da pesca, apoio ao sector privado, sensibilização sobre o papel e a importância dos produtos haliêuticos na segurança alimentar e nutricional no país.
O director sublinhou que, depois desta formação, os formadores irão às comunidades para formar líderes associativos e as vendedoras de peixe, que são as pessoas mais visadas no manuseamento, tratamento e comercialização de produtos haliêuticos.
A União Europeia que tem pelo menos 23 embarcações a pescarem anualmente nas águas são-tomenses impôs, há vários anos ao arquipélago, um embargo à exportação dos seus produtos haliêuticos particularmente para a Europa, alegando falta de condições de higiene no tratamento do pescado.