O Governo angolano envia nos próximos dias para São Tomé e Príncipe grupos de geradores, para superar a crise de luz eléctrica que o país atravessa, enquanto especialistas angolanos trabalham na recuperação dos grupos avariados, disse esta terça-feira fonte governamental. “Neste moment,o temos dois cenários reais, o primeiro passa por identificação dos principais problemas dos grupos existentes e há possibilidade de recuperar o máximo numero possível e complementarmente trazer grupos para suprir a diferença de produção que nós temos hoje, para ver se, até à quadra festiva, podemos ter mais energia para as populações”, disse a jornalistas Osvaldo Abreu, ministro das Obras Públicas, Infra-estruturas, Recursos Naturais e Ambiente são-tomense. Uma equipa de especialistas angolanos, composta por quatro elementos que chegaram à capital são-tomense nas primeiras horas da manhã de segunda-feira, iniciaram terça-feira trabalhos de recuperação dos vários grupos geradores avariados, depois de um encontro com Osvaldo Abreu. A delegação angolana reuniu-se igualmente com os técnicos da Empresa de Agua e Electricidade (EMAE) e visitaram três centrais eléctricas do país, designadamente a da capital, a de Bobo Forro e a de Santo Amaro. “Nós estamos em crer que o caminho está aberto, para que rapidamente possamos atenuar, minimizar este grande problema que é a falta crónica de energia que nós vivemos há já algum tempo”, sublinhou o governante. “Esse Governo encontrou uma série de situações que o país vive, em termos de dificuldades que afectam, de forma muito profunda, a vida das nossas populações. O povo reclama e pede soluções, particularmente a situação energética, que é bastante calamitosa”, acrescentou. Osvaldo Abreu considerou o apoio angolano como “uma primeira parceria com um dos grandes amigos e parceiro estratégico que é a República de Angola”. O ministro recusou avançar a data exacta da chegada dos novos grupos de geradores, sublinhando apenas que o seu Governo está a “envidar todos os esforços”, para resolver o problema. “Os técnicos angolanos que estão no país fizeram uma radiografia do que há e agora o passo seguinte é sentar-se com os nossos técnicos nacionais, estudar com mais profundidade aquilo que constituem dificuldades de equipamento, materiais e instalações, para depois enviar unidades novas”, explicou.