A situação económica da Comunidade Económica e Monetária da África Central (CEMAC) registou uma melhoria nítida, constatou o Comité de Política Monetária (CPM) do Banco dos Estados da África Central (BEAC).
A constatação foi feita durante a sua primeira reunião ordinária do ano, realizada a 21 de Março corrente, em N’Djamena, a capital do Tchad.
Segundo indica o comunicado do CPM, em 2018, a actividade económica dos países membros foi marcada pela alta do preço do barril de crude, pelo aumento da sua produção em alguns países, e pelo dinamismo do sector não petrolífero, além das reformas macroeconómicas e estruturais pelos Estados da sub-região.

Crescimento
Com base nestes elementos, o CPM prevê, em 2019, uma alta “nítida” do crescimento, que passaria de 1,7 por cento, em 2018 para 3,2 em 2019, bem como uma estabilização das pressões inflacionistas com uma taxa de inflação de 2,1 por cento, como em 2018.
Também, o saldo orçamental com base em engajamentos, incluindo donativos, deverá registar um excedente de 0,9 do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 contra um défice de 0,7 do PIB em 2018.
Em contrapartida, o saldo da conta corrente externa passará de 1,6 por cento do PIB, em 2018, para 5,0 em 2019, enquanto a taxa de cobertura externa da moeda se estabelecerá em torno de 65,7 por cento, em 2019, graças à expansão da massa monetária de 3,8 por cento.
“Tendo em conta as perspectivas macroeconómicas, após a análise do funcionamento do mercado monetário, o CPM decidiu manter tal e qual a taxa de juros dos Concursos públicos em 3,50 por cento e a taxa de facilidade de cedência de liquidez em 6 ”, ressalta o comunicado da CPM.