“A colocação em Observação Negativa (CreditWatch, no original em inglês) reflecte os riscos acrescidos de que uma resolução lenta ou disruptiva dos recentes desenvolvimentos políticos possam atrasar ou minar a capacidade da classe política brasileira de avançar com medidas económicas correctivas em tempo útil, ou seja, antes das eleições presidenciais e legislativas de 2018, quando os desafios económicos e orçamentais se acumulam”, dizem os analistas.
Depois do mais recente escândalo de corrupção no Brasil, “o cenário político tornou-se outra vez mais complicado”, dizem os analistas da S&P, vincando que “no meio da incerteza política os progressos sobre os consideráveis desafios económicos e orçamentais, no contexto de um já de si prolongado caminho de ajustamento, está em risco de ser adiado”.
O ‘rating’ do Brasil, actualmente dois níveis abaixo do patamar da recomendação de investimento, ou seja, em ‘junk’ ou ‘lixo, como é normalmente conhecido, pode ainda descer mais se a S&P concluir que o escândalo vai mesmo atrasar a implementação das reformas.