Nos meses de Agosto ou Setembro, a África do Sul vai organizar uma cimeira sobre os investimentos, destinados a atrair cerca de 100 mil milhões de dólares (21, 6 triliões de kwanzas) em cinco anos, anunciou, na passada segunda-feira, em Joanesburgo, o Presidente Cyril Ramaphosa, citado pela xinhua.
A conferência, que reunirá investidores locais e internacionais vai, ao mesmo tempo, analisar o clima de negócios e o avanço dos investimentos já aprovados.
Esses, constituem uma plataforma que permite aos potenciais investidores buscarem oportunidades no mercado sul-africano, disse o chefe do Estado sul-africano.
“Visto o actual nível dos investimentos, trata-se de um objectivo ambicioso mas realizável, que vai permitir impulsionar à nossa economia”, sublinhou Ramaphosa, manifestando-se esperançoso por achar que poderá conseguir resultados rápidos e quantificáveis.
Assim, revelou que antes da cimeira, vai enviar emissários na Ásia, no Médio Oriente, na Europa e na América, para contactarem potenciais investidores.
Prometeu aproveitar a cimeira dos chefes de Estado e de governo da Commonwealth (CHOGM 2018), em Londres, para contactar grandes investidores e empresários residentes no Reino Unido.
A propósito disso, considerou a cimeira da Commonwealth como uma oportunidade para promover o seu país, como um destino de investimentos.
O Slogan foi aproveitada para analisar os desafios internacionais com os quais se debatem os países membros, entre os quais as trocas comerciais mundiais e os investimentos átonos.

Crise global afecta economia local
A crise financeira global, a fraca procura doméstica e outros factores relacionados afectaram o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da África do Sul nos últimos três anos, continuando até 2016, altura em que representou 0,42 por cento do PIB mundial.
A África do Sul espera agora que a economia cresça a uma taxa mais lenta do que a taxa de crescimento da população em 2017 e em 2018, o que implica um menor padrão de vida nesse período, medido pelo PIB per capita.
Para alcançar uma vivacidade no crescimento económico durante 2017-2018, o Governo da África do Sul fez investimentos significativos na actualização da sua infra-estrutura rodoviária envelhecida, um elemento que pode aumentar o mercado de logística até 2020.
Os esforços da África do Sul para aumentar as exportações de bens e serviços na região e posicionar o país como um centro para o envolvimento regional e global africano através de acordos comerciais, exigem medidas complementares, como a melhoria do transporte e a regulamentação para o aumento do comércio.
O foco na promoção de indústrias e exportações é susceptível de gerar oportunidades para serviços de logística internacional na África do Sul.
O comércio de exportação da África do Sul com o resto da África deve duplicar, à medida que mais acordos forem assinados e processados.
Com o crescimento constante do comércio internacional, espera-se que o sector logístico da África do Sul assuma um crescimento de 3,7 por cento nos próximos 5 anos.

China investiu
Até 2015, o investimento da China na África do Sul ultrapassou os cerca de 13 mil milhões de dólares norte-americanos, numa altura em que, até a data, existiam 21 empresas chinesas a operarem no mercado sul-africano.
O gigante asiático, em parceria com outros países, tem sido muito activo nas acções que visam o desenvolvimento dos países do continente africano, respeitando as normas que regem a protecção do meio ambiente.
O Governo do ex-presidente sul-africano Jacob Zuma foi desastroso economicamente. Quando assumiu o poder em 2009, o PIB nacional era de 296 mil milhões de dólares.
Em 2017, o PIB deve ter ficado perto dos 200 mil milhões de dólares, segundo as previsões, e, em 2018, deve ficar abaixo dos 150 mil milhões, numa perda de valor em ribanceira que se arrasta desde 2011, último ano em que o país apresentou
crescimento económico.
A África do Sul, que costumava ser a maior economia do continente, foi ultrapassada pela Nigéria em 2012, que já tem um PIB anual superior a 400 mil milhões de dólares, e pelo Egipto, em 2015, que já superou os 330 mil milhões anuais.