Portugal é dos países da União Europeia com sinais mais agudos de degradação do mercado de trabalho neste arranque de 2020 (Janeiro). Os dados foram revelados nesta terça-feira pelo Eurostat.
O país lusófono registou a segunda maior subida (da Europa) ao nível da taxa de desemprego total entre Janeiro de 2019 e igual mês deste ano. A incidência do fenómeno afectava 6,6% da população activa no início do ano passado e actualmente a taxa já vai em 6,9% (mais três décimas percentuais).
A intensidade do desemprego só piorou mais na Lituânia, no Luxemburgo e na Suécia (os três com um aumento de 0,5 pontos percentuais).
Esta subida homóloga da taxa de desemprego nacional, calculada pelo Dinheiro Vivo (DV) a partir de números originalmente apurados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e comunicados ao Eurostat, é a maior desde o verão (Julho) de 2013, estava Portugal a tentar sair de uma grave crise económica e social, e envolvido num programa de
resgate e de austeridade.
A expansão do número de desempregados em Portugal também é das maiores da Europa, actualmente. Os dados do Eurostat mostram que é a terceira mais penalizadora, tendo aumentado 5,6% em Janeiro face a igual mês de 2019.

Maior subida
Segundo o Eurostat, Portugal tem agora a quinta maior taxa de desemprego jovem da Europa (19,3%) na sequência da quarta maior subida entre Janeiro de 2019 e o primeiro mês deste ano.
Outro sinal desfavorável vem dos despedimentos colectivos que subiu em 2019, pelo segundo ano consecutivo, até aos 3.616 casos, indicam dados da Direcção-geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).