A União Africana (UA) e a China analisaram esta semana os mecanismos para o reforço da cooperação em matéria de energia, com o objectivo de atender às necessidades de aproximadamente 600 milhões de cidadãos que carecem de electricidade. “A interconexão energética vai melhorar a integração económica, o nível de vida dos povos e vai proporcionar um grande potencial para o comércio continental”, garantiu Kuang Weilin, embaixador deste país asiático junto da União Africana. Kuang precisou que Pequim segue entusiasticamente os esforços da União para electrificar a região através das declarações da Agenda de 2063. O governo chinês está disposto a ajudar África na sua campanha mediante várias propostas, acrescentou o representante diplomático. Por sua vez, o ministro da Água, Irrigação e Electricidade da Etiópia, Sileshi Bekele, disse que as necessidades de electricidade do país estão a crescer em 20 por cento, por consequência do crescimento económico anual de 10 nos últimos 15 anos. “Estamos a construir, com o apoio chinês, 12 parques industriais, vários enclaves de agroprocessamento, tratamos também de fortalecer a infra-estrutura de transporte, incluindo a ferroviária, com base na energia renovável”, referiu Bekele durante uma conferência realizada em Addis Abeba para discutir os desafios neste sector. O titular destacou igualmente os vínculos com a China em termos de desenvolvimento da energia limpa como parte da estratégia de economia verde resistente ao clima, o qual, na sua opinião, contribui para a criação de uma terra mais saudável e segura.