O número de empregados da Uber em todo o mundo passou de 159 em dezembro de 2012 para 22.263 no final de 2018.
Além do negócio de transporte de passageiros, a Uber apresenta -se como uma empresa em constante mudança, aberta à diversificação e promete continuar a oferecer novas plataformas de aluguer de veículos com condutor Uber, lançada em 2009 em São Francisco pelo canadiano Garret Camp e o norte-americano Travis Kalanick. A empresa prevê colocar 207 milhões de acções, em princípio 180 milhões de títulos com uma opção de colocar outros 27 milhões, na Bolsa de Nova Iorque.
Apesar de ainda não estar fixado, o folheto da oferta estabelece o preço inicial
entre 44 e 50 dólares.
Os analistas referem que a actual tendência de baixa do mercado devido às tensões comerciais entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China e o “tropeção” da Lyft na bolsa indicam que o preço inicial da Uber deverá situar-se em torno de 47 dólares.
Há dois meses, o preço inicial de venda da Lyft no mercado foi de 72 dólares e esta semana esteve a cotar-se a 55 dólares, menos 23 por cento. No total, a Uber tem 1.676 milhões acções, das quais só vai vender uma parte.
A empresa anunciou que a PayPal vai comprar acções no valor de 500 milhões de dólares ao preço inicial estabelecido. A Uber, cujo actual CEO (Chief Executive Officer, presidente executivo) é Dara Khosrowshahi, anunciou que em 2018 obteve uma facturação de 11.270 milhões de dólares e lucros de 997 milhões de dólares.
Contudo, o resultado de exploração ajustado - que inclui os custos de depreciação e de amortização, foi negativo, de 1.850 milhões de dólares.
A Uber vende como principais atrativos a sua tecnologia pioneira e a gigantesca rede internacional, que inclui 91 milhões de utilizadores em 700 cidades em 63 países.
A empresa tem quase quatro milhões de condutores que cobrem 17 milhões de viagens por dia, mas tenta atrair os investidores com um elevado potencial de crescimento ao sublinhar que apenas dois por cento da população dos países onde opera utilizou a aplicação.