A Ucrânia já recebeu a primeira tranche de 3,2 mil milhões de dólares (311,6 mil milhões de kwanzas) no âmbito do programa de assistência económico-financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI), anunciou o Banco Central Europeu (BCE).

O programa, confirmado a 30 de Abril, terá uma duração de dois anos e disponibilizará à Ucrânia um total de 17 mil milhões de dólares (2,3 mil trilhões de kwanzas). Tal como aconteceu recentemente em Portugal ou na Irlanda, o empréstimo ficará dependente de reformas económicas realizadas no país, entre elas o aumento de impostos e dos preços da energia.

Segundo indica a Reuters, citando um porta-voz do BCE, a parcela foi recebida ontem em Kiev. Desse montante, cerca de 2,2 mil milhões de dólares (2,14,2 mil milhões de kwanzas) destinam-se ao orçamento de Estado ucraniano e o restante valor à criação de reservas de moeda.

O auxílio do FMI surge numa altura em que o país vive um período de grande instabilidade, marcado pela tensão política com a Rússia. Segundo indicou a Lusa a 30 de Abril, o FMI prevê que a economia ucraniana registe uma contracção de 5 por cento este ano, mesmo com a ajuda do seu programa de assistência.

O pedido ao FMI foi realizado em finais de Fevereiro de 2013, pelas autoridades que assumiram a liderança do país após a saída do ex-presidente Viktor Yanukovich. Nessa mesma semana, o executivo provisório dava conta de que a Ucrânia precisaria de 3,3 triliões de euros para evitar a bancarrota.