Governos da União Europeia e parlamentares tentarão chegar a um compromisso esta semana sobre como lidar com bancos em colapso, numa maratona de negociações que tem como objectivo definir quem decidirá pelo fechamento de instituições financeiras em crise e quem ficará com a conta.

Um acordo nas negociações, que devem durar três dias, será o passo final para uma união bancária europeia que marcará a criação de um órgão supervisor sobre todos os bancos da Zona do Euro, além de um conjunto de regras para fechamento ou reestruturação de instituições com problemas e um fundo comum.

A união bancária, e o processo de fiscalização dos balanços dos bancos, tem como objectivo restaurar a confiança entre as instituições financeiras e impulsionar o crédito à empresas e famílias.

Novos empréstimos têm sido contidos por esforços dos bancos para levantar capital e reduzir perdas com crédito que se proliferaram na recessão disparada pela crise financeira global e que foram aprofundadas pela crise de dívida soberana da Zona do Euro.

No ano passado, autoridades concordaram que o Banco Central Europeu (BCE) será o único supervisor de todos os bancos da Zona do Euro, função que vai assumir a partir de Novembro.