A Comissão Europeia vai lançar um Fundo Europeu de Capital de Risco com capacidade para “pelo menos duplicar aquele que hoje existe”, anunciou o comissário europeu da investigação, ciência e inovação, Carlos Moedas a TSF, no 2.º debate dos Prémios Inovação. Esta decisão foi tomada porque a Europa está a ficar para trás, em relação aos EUA e à China, em matéria de inovação, não por causa de falta de ideias ou de empreendedores mas de falta de financiamento.
“O capital público está sobretudo nos Estados e não na Europa. O orçamento do meu programa é 10 a 11 mil milhões de euros por ano, quando só o orçamento do Instituto Nacional da Saúde dos EUA são 30 mil milhões, por ano, e essa é a grande diferença”, explicou o comissário europeu, que participou neste debate sobre o poder da inovação com Carlos Oliveira, ex-secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, e hoje presidente da Startup Braga, e Ana Lehmann, secretária de Estado da Indústria. A Europa investe, anualmente, menos 150 mil milhões de euros do que os EUA, revelou Carlos Moedas. E um país como Israel , por exemplo, consegue levantar quase tantos fundos de capitais de risco como a Europa.
“Se a ideia for boa, encontra cinco, dez milhões na Europa, mas se precisar de 50, 60 milhões vai ter de ir para os EUA”, defendeu o comissário português. Só o Elon Musk recebeu mais de cinco mil milhões de dólares em ajudas do governo americano.
A nível do governo português também estão a ser preparadas novidades no apoio e incentivo à inovação, revelou Ana Lehmann. “A ligação a uma grande empresa ou entidade pública pode trazer o conforto de diminuição de risco, cria um ambiente de teste, de novas tecnologias, novas formas de organização”, referiu.