Depois de ter publicado os nomes dos 15 cidadãos russos sancionados, o presidente do Conselho Europeu da União Europeia, Herman Van Rompuy, anunciou que estão a ser preparadas mais sanções.

A União Europeia (UE) “está a preparar” o alargamento das sanções sobre a Rússia. O anúncio foi feito na manhã de terça-feira pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, depois de a UE ter seguido os passos dos Estados Unidos e ter penalizado 15 cidadãos russos.

O responsável europeu referiu ainda que as sanções estão a ter “um grande impacto” na economia russa e que o país está a “pagar um preço económico e financeiro” pelas sanções impostas pela Europa e pelos Estados Unidos, referiu Herman Van Rompuy, citado pela Bloomberg.

As declarações foram feitas poucas horas depois de a UE ter publicado no seu jornal oficial os nomes dos cidadãos russos alvo de sanções, entre eles o vice primeiro-ministro, Dmitry Kosak.

A lista inclui outros nomes, como o representante do presidente russo na região da Crimeia, Oleg Belavantsev, e o comandante do Estado-Maior General das Forças Armadas do Kremlin, Valery Gerasimov. O anúncio da União Europeia surge menos de 24 horas depois de os Estados Unidos terem alargado as penalizações a cidadãos russos.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Riabkov, garantiu no dia, 28 de Abril, que o anúncio do alargamento das sanções, sobretudo da parte dos Estados Unidos, terá um “efeito doloroso para Washinghton”.

No entanto, Moscovo já reagiu à nova vaga de sanções à Rússia pelos Estados Unidos. A tensão mantém-se na zona Leste da Ucrânia, no passado dia 28 do corrente, o presidente da Câmara Municipal de Kharkiv, Gennady Kernes, foi baleado. O responsável pela segunda maior cidade da Ucrânia continua internado no hospital.

Confiança económica

Indicador de sentimento económico na Zona Euro caiu, em Abril, pressionado sobretudo pela queda da confiança nos sectores da construção e dos serviços.

A confiança económica na Zona Euro caiu inesperadamente, em Abril, apesar do forte aumento da confiança dos consumidores, mostram os dados revelados pela Comissão Europeia.

O indicador de sentimento económico baixou para os 102 pontos, uma queda de 0,5 pontos em relação ao mês anterior. Os analistas esperavam que este índice, que mede o sentimento entre empresários e consumidores, subisse para os 102,9 pontos.

“A ligeira diminuição no sentimento deve-se, principalmente, a uma deterioração da confiança nos serviços e construção, que são os dois sectores onde a confiança continua abaixo da sua média de longo prazo”, explica nota da comissão, citada pela Bloomberg.

Esta queda vem na sequência de uma onda de confiança no mês anterior, quando o índice registou a maior subida em cinco anos, tendo atingido os 102,5 pontos.

No entanto, a Comissão Europeia salienta que a confiança dos consumidores subiu 0,7 pontos graças às “perspectivas mais positivas dos consumidores em relação à situação económica, em geral, e ao nível do desemprego no futuro”.