O Governo venezuelano e a oposição chegaram esta semana a um acordo para trabalhar conjuntamente, para a recuperação da economia e o combate à insegurança, tendo agendado nova reunião de diálogo para o próximo dia 6 de Dezembro.
O acordo foi divulgado pelo enviado do Vaticano, monsenhor Cláudio Maria Celli, ao finalizar o terceiro encontro de diálogo que teve lugar em Caracas, durante o qual ambas as partes decidiram ainda “baixar o tom” dos discursos e promover a paz, com base no reconhecimento e respeito mútuo.
“O Governo e a oposição chegaram a um acordo para trabalhar de maneira conjunta, pelo bem-estar da economia venezuelana.
Os gestos que se produziram permitem-nos manifestar que o processo [de diálogo] está a consolidar-se”, disse.
Segundo Mosenhor Cláudio Maria Celli o diálogo entre o Governo venezuelano e a oposição vai continuar, passando as mesas de trabalho a ser dirigidas pelo ex-Presidente do Governo de Espanha José Luís Rodríguez Zapatero.
Jorge Rodríguez, do sector governamental, e Carlos Ocariz, da oposição, leram o comunicado “Conviver em paz”, onde ambos os sectores se comprometeram a “promover uma acção política que desterre o ódio da sociedade venezuelana, e a tomar decisões” de acordo com a referência constitucional.
Segundo Monsenhor Cláudio Maria Celli, foram definidos objectivos para normalizar o respeito entre os diferentes poderes da Venezuela e foram tomadas decisões para contribuir para a normalização do abastecimento de alimentos e medicamentos à população.
Chegaram ainda a um acordo para proceder à designação de novos reitores para o Conselho Nacional Eleitoral, cujo período termina em Dezembro.
Também para actuar de maneira diligente na defesa do Esequibo, território em reclamação entre a Venezuela e a Guiana.
Fontes não oficiais dão conta que poderão repetir-se, em breve, eleições no Estado venezuelano de Amazonas, impugnadas pelo 'chavismo', por alegadas irregularidades na campanha para as legislativas de 6 de Dezembro.
No dia 31 de Outubro, o Governo e a oposição iniciaram um diálogo, sob a mediação do Vaticano e da Unasul (União das Nações Sul-americanas).