As bolsas de Nova Iorque viveram na última quarta-feira um dia negro. Em Wall Street foi a segunda pior sessão de Outubro. No Nasdaq, o índice registou a pior sessão do mês. A volatilidade disparou.
No New York Stock Exchange (NYSE), a mais importante bolsa do mundo, o índice Dow Jones 30, dos pesos pesados norte-americano, caiu 2,41%, a segunda queda de Outubro, depois do recuo de 3,15% a 11 deste mês. No índice S&P 500, a perda foi de 3,18%, também a segunda maior do mês, depois da descida de 3,29% registada no dia 10.
Na bolsa das tecnológicas, o índice Nasdaq ‘tombou’ 4,43%, a maior queda do mês, superior à descida de 4,08% a 10 de Outubro. É a maior descida diária em sete anos. O índice FANG Plus das 10 ‘estrelas’ da tecnologia cotadas afundou-se 5,44%.
O índice MSCI para os EUA, abrangendo as duas bolsas, caiu na quarta-feira 3,11%, a segunda pior sessão deste mês. Em termos de valor de capitalização, a queda rondou 1,1 biliões de dólares. Em final de Setembro, a capitalização das duas mais importantes bolsas do mundo somava 36 biliões de dólares, 42% da capitalização de todas as bolsas do mundo, segundo dados da World Federation of Exchanges.
O recuo da última quarta-feira em Nova Iorque foi a quarta pior sessão do ano, depois do índice MSCI para os EUA se ter afundado 4% a 5 de Fevereiro, 3,74% a 8 do mesmo mês, e 3,28% a 10 deste. As perdas acumuladas em Outubro já somam uma queda de 9%. Desde o início do ano, o índice passou a terreno negativo, com um recuo de 0,74%.
Um cocktail de alto risco atormenta os investidores nas bolsas nova-iorquinas. O índice do ‘medo’, tecnicamente conhecido pelo acrónimo VIX, e associado ao índice S&P 500, subiu na quarta-feira 21,83%, e chegou durante a sessão a um máximo de 26,38. No dia 11, subiu para 28,84. O máximo do ano registou-se a 6 de Fevereiro, quando disparou para 50,3 por cento.
Na América Latina, as bolsas fecharam, também, no vermelho. As maiores quedas registaram-se em São Paulo, com o iBovespa a perder 2,62% e em Toronto, com o índice a recuar 2,46%.
Recorde-se que a Ásia fechou ‘mista’, com Xangai e Tóquio a registarem ganhos, mas Shenzhen, Hong Kong, Seul e Sydney a encerrarem com perdas. A Europa fechou em terreno negativo, destacando-se a queda da Bolsa de Milão.