O sector industrial também passou por profundas  reformas que  permitiram a entrada de empresas privadas para complementar as estatais então existentes, o que gerou a liberalizações de preços, pois algumas dessas empresas estatais foram autorizadas a reter uma parcela dos lucros como incentivo pelo bom desempenho, e 14 grandes cidades localizadas

ao longo da costa foram abertas ao comércio exterior e ao investimento estrangeiro. Essas reformas atraíram investimento estrangeiro directo sob a forma de novas empresas (principalmente joint ventures) e de capital estrangeiro, o que proporcionou o desenvolvimento das indústrias de

tecnologia e de infra-estrutura, tais como produção de energia e transportes, além de criar novos postos de trabalho.

Investiram sobremaneira em novas tecnologias, ciências e educação com apoio de cientistas europeus e norte-americanos, isso implicou grande melhoria e transformação do sistema educacional chinês, proporcionando à população melhor qualidade de ensino:

• Adoptaram o sistema de nove anos de estudo obrigatório.

• Até ao ano de 2000, a taxa de frequência escolar era de 99,1 por cento na escola primária;

• 94,3 por cento na escola intermediária (do sétimo ano até ao nono ano);

• A taxa de abandono de estudo era 0,55 por cento na escola primária e 3,21 por cento na escola intermediária.

• Após o nono ano escolar, o índice de continuidade era de 51,2 por cento até ao ano de 2000. Após os 15 anos, a taxa de analfabetismo era de 6,72 por cento.

Até finais do ano 2000, havia um total de 553.622 escolas primárias e 1.041 faculdades e universidades, 10,9 milhões de professores formados e 219,4 milhões de estudantes, quer no ensino

geral, quer no universitário.

O número de consumidores e mão-de obra barata também foi determinante para a ascensão rápida desta potência, de acordo com dados divulgados em 2009, pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

A China possui um total de 1. 345.750.973 habitantes numa extensão territorial de 9,6 mil km2, cerca de 22 por cento da população mundial. O número de habitantes se reflecte ao imenso consumo da produção.

A abundante mão-de-obra barata, matéria-prima e os baixos salários praticados a uma população

cada vez mais crescente devido à baixa taxa de mortalidade, têm sido o motor para o crescimento deste monstro, e que resultou na transferência em massa de muitas centrais de produção, bem como tecnologia, principalmente as dos EUA, permitindo reduzir grandemente os custos de produção destas empresas, contribuindo para o aumento do seu PIB.

Quanto à prática de dumping, a China foi o país que mais recebeu medidas antidumping, Os produtos chineses também têm sido alvo de maiores investigações por parte dos países-membros da OMC (Organização Mundial do Comércio), segundo relatório deste Órgão. Em 2004 e 2005, os

países da organização aplicaram um total de 40 e 43 medidas contra os chineses. Esta manobra comercial tem como objectivo diminuir ou até mesmo eliminar a concorrência.

Nos dias de hoje, a China é um importante parceiro comercial para muitas nações.

Tornou-se membro da OMC (Organização Mundial do Comércio) em 2001, isso vem contribuindo muito para este grande feito da china, em um momento em que a economia do Japão e dos Tigres Asiáticos vêm apresentando baixos índices de crescimento, as autoridades chinesas

continuam a reduzir as tarifas e as barreiras comerciais, de acordo com compromissos assumidos junto da Organização Mundial do Comércio. Os preços passaram, cada vez mais, a ser determinados pelo mercado.

A economia continuou a crescer rapidamente desde a introdução das reformas, especialmente devido aos investimentos e às exportações. O que levou as autoridades governamentais a adoptarem em 2004 medidas enérgicas para evitar o “aquecimento” demasiado da economia. Sendo que até ao final de 2007, cerca de 7 mil empresas chinesas fizeram investimentos directos de 118 mil milhões de dólares, em mais de 173 países.

A economia chinesa, a segunda maior do mundo tem registado um ligeiro abrandamento em relação ao período de maior crescimento, cresceu 10,4 em 2010, 9,3 por cento em 2011 e 7,8 por cento em 2012 e para 2013 prevê-se atingir 8 por cento, segundo especialistas os chineses podem sofrer um revés se o país diminuir o alto nível de investimentos já praticados ou se o comércio global

se enfraquecer.