A Economia Real transforma as matérias-primas e subsidiárias em produtos acabados, para que possa chegar rapidamente ao consumidor final.
Trata-se de produtos agro-pecuários, pesqueiros, bebidas, vestuários, mobiliários, de transportes, electro-domésticos e equipamentos tecnológicos, ou seja, o sector real da economia tem que ver com os aspectos tangíveis que a posterior se vai relacionar com o sector monetário, este através do qual se tornam possíveis as acções de compra e venda dos bens ou produtos.
Dito por outras palavras, o feito pela Economia Real é de seguida e sistematicamente trocado ou adquirido pela economia monetária.
Falar de Economia Real refere-se à vida económica “in-loco”, as insuficiências ou as satisfações de índole económica com que as famílias passam no dia a dia,no seio doméstico, quer no mercado paralelo, quer no formal.
Esta realidade,por várias razões, nem sempre é detalhada cabal ou pontualmente nos dossiers estatísticos
ainda que oficiais.
A Economia Real depende ou é consequência de outros instrumentos preliminares e macroeconómicos, por isso mesmo, a considero como o“fruto da árvore de uma economia”, quando seriamente focalizada pelas políticas públicas, normalmente, propicia à economia, mais capacidade de emprego e diversificação de produtos e serviços de qualidade,salvaguardando, primeiro, a economia de subsistência e depois o crescimento do leque de produtos exportáveis.
Os homens do campo, os da pecuária e da avicultura, grosso modo, andam em queixumes atrás de queixumes clamando por um apoio do Estado.
Defendem que este subvencione os combustíveis, sobretudo o gasóleo, de que necessitam para produzir.
Segundo avançam, os becos, as curvas e contracurvas na obtenção de financiamentos bancários, com taxas menos apetecíveis à mistura, é outro constrangimento com que se deparam, acrescido ao facto de ainda constituírem um “calcanhar de aquíles”,a importação e produção interna e até, às vezes, o escoamento das sementes, dos fertilizantes,dos adubos, do milho e dos farelos. Estes dois últimos imputes são dos que os avicultores mais precisam.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) fez-nos saber que, em 2017, a subida acumulada dos preços foi de 23,67 por cento, registo muito para lá dos 15,8 que o Governo tinha previsto e instado no OGE; a inflação acumulada de 12 meses desceu em Maio para 19,84 por cento, depois dos 20,22 em Abril do corrente ano.
Entretanto, a inflação entre Janeiro e Dezembro de 2018 prevista pelo Governo é de 28,7 por cento.
Propositadamente, pus estes números para apenas sublinhar o seguinte: Nem sempre a descida de preços de alguns produtos e serviços pode alterar a média geral de preços em períodos homólogos ou não significa necessariamente subida do poder de compra das famílias, pelas seguintes razões: quando a demanda de que são alvo estes produtos e serviços está em queda, e são substituídos por outros, que embora tenham preços mais altos, respondem melhor às necessidades ou desejos das famílias;quando o desemprego aumenta, empurrando para a cauda, os níveis de consumo sobretudo destes produtos e serviços referenciados dos agregados; quando a taxa de emprego no mercado, não decresce, o sistema fiscal – sem que os salários, quer dos funcionários públicos, quer dos privados, conheçam melhoria-, decida,por várias razões, esticar o valor de alguns impostos ou taxas ou decida acrescer o leque de tributos colectáveis.
Estes cenários acabarão por afundar ou pelo menos não melhorar o poder de compra das famílias.
Conclusão: as previsões, a média geral de preços e outros relatos macroeconómicos percentuais, às vezes, omitem as variáveis reais da economia, daí que, hoje por hoje, aqui, o pacato cidadão só se interessa, com o impacto das políticas públicas, que se quer positivo, e sem tardar mais,
na sua vida, e ponto final!