Há uma co-relação entre a economia e ensino, pois entendo que é um processo e não um produto acabado. É, porém, um conjunto de estratégias e características próprias, aceites e capazes de dar resposta proactiva e mais consentânea às exigências sociais e do desenvolvimento económico, sobretudo. O controlo eficiente dos resultados advindos destas estratégias e características é uma tarefa digna de nota. Logo, quando os resultados (já) não conseguem adaptar-se às exigências pressupõe a existência de desvios e insuficiência no sector de ensino – necessitando de reajustes, sendo assim, incapaz de, por um lado, gerar ou consolidar a confiança dos diversos players sociais – interno como externo, em relação ao sistema educativo – e do outro, capaz de desalentar o desenvolvimento económico e social de um país.
O conceito de qualidade costuma, às vezes, ter um carácter subjectivo, daí que o grau de necessidade por ela a importância e o desempenho que se esperam poderão ter diferentes apreciações e percepções por parte de cada indivíduo.
Para o efeito, diversos factores influenciam directamente. É o caso da condição académica, sócio-cultural e financeira, assim como da necessidade e expectativa - tecnológica, científica e de crescimento ou desenvolvimento económico - de cada região ou estrato social.
Contudo, dada a sua importância, o assunto ensino requer dos governos, em primeira linha, políticas e desempenhos sem “mãos a medir”, de modo a que seja posto de lado, tudo aquilo que vise manietar e desacreditar este sector que, em boa medida, se revela transversal. E entretanto costuma condicionar, em bom rigor, a prosperidade social e a sustentabilidade de qualquer economia.
Basta olharmos por aquelas economias dinâmicas e bem sustentadas, veremos desde logo que, todas elas, têm um sector de “ensino” credível, e tido como sendo a base e o sustentáculo (…).
Relativamente à melhoria da “qualidade do ensino”, não há executivo que baste. Todavia, embora este tenha maior “dose de tarefas e responsabilidades”. Outras sensibilidades devem ser consultadas.
Normalmente, um sector educativo forte e credível, por regra, faz das pessoas, verdadeiros cidadãos, formatados para entenderem e darem soluções precisas aos diversos constrangimentos com que a sociedade e as organizações se confrontam, tornando estas, mais dinâmicas.
Ademais, a qualidade de ensino dá azo às críticas e ideias inovadas e, concomitantemente, engoda os investimentos – sendo que a qualidade da mão-de-obra não constituirá “dor de cabeça” aos promotores...
Contudo, quanto a nós, embora ainda haja à frente um manancial de tarefas, o analfabetismo tem tido tendência de queda, o número de escolas e de salas, a massa estudantil nos diversos subsistemas de ensino e o número de docentes e de formados de ano em ano tiveram um salto considerável.
As academias de ensino superior, quer públicas, quer privadas, à semelhança dos colégios e das escolas comparticipadas, também deram o “ar da sua graça”.
Assim sendo, de momento, está em falta a elevação em números qualitativos dos formados que saem das nossas academias. É que os números actuais não me parecem satisfazer os anseios das organizações, para fazer face aos desafios do país e ajudar na credibilidade do nosso sistema de ensino.
Daqui para frente, importa ver em baixa os fenómenos “gasosa, cábula, mata-aulas e a inflação académica” nos variados sectores do ensino e que o foco dos educandos e encarregados de educação, seja o “saber-fazer”, ao invés da “transição de ano” e do canudo como de resto se verifica.
Para já, representa uma mais-valia o acesso ao 2º ciclo do ensino secundário, à semelhança do que se faz para o ensino superior, se se procedesse mediante testes de admissão.
E que reflictamos sobre os avanços e recuos da reforma educativa vigente no nosso país.