A União Europeia (UE) foi oficializada no ano de 1992, através do Tratado de Maastricht. Bloco formado por um conjunto de 15 países, tem uma moeda única que é o euro e um sistema financeiro e bancário comum. Os cidadãos dos países membros são também cidadãos da União Europeia, portanto, podem circular e estabelecer residência livremente pelos países da União Europeia, que também possui políticas trabalhistas, de defesa, de combate ao crime e de imigração em comum. A UE possui os seguintes órgãos: Comissão Europeia, Parlamento Europeu e Conselho de Ministros. Em 1993, foi criada a APEC (Cooperação Económica da Ásia e do Pacífico) na conferência de Seattle (Estados Unidos da América), integrando mais de 20 países, com destaque para os Estados Unidos da América, Japão, China etc. Somadas as produções industriais de todos os países, chega-se à metade de toda a produção mundial. Quando estiver em pleno funcionamento (previsão para 2020), será o maior bloco económico do mundo. Em 1994, o NAFTA (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio) com um total de 3 países, Estados Unidos, México e Canadá, ofereceu aos países membros vantagens no acesso aos mercados dos países e estabeleceu o fim das barreiras alfandegárias, regras comerciais em comum, protecção comercial e padrões e leis financeiras. Em 1992, foi criada a SADC, com o objectivo de estimular o comércio de produtos nos países membros, cooperação socioeconómica e política da região, redução e unificação das tarifas alfandegárias e taxas de importação e exportação nas relações comerciais. Em 2012, foi criada a Aliança do Pacífico. Este bloco económico latino-
-americano é composto pelo México, Colômbia, Peru e Chile.

Para muitos economistas, estes são alguns aspectos positivos da globalização económica:

1 - Possibilidade de as empresas em países com a economia globalizada diminuírem os custos de produção, pois podem buscar em várias partes do mundo as melhores condições de produção, deste modo, tornando o preço final do produto mais barato para o consumidor final, gerando valor acrescentado as estas empresas.

2 - Geração de empregos em países em desenvolvimento, porque a constante busca pela mão- -de-obra barata e qualificada tem levado muitas empresas a abrirem filiais em países emergentes, como: China, Índia, Brasil, África do Sul, entre outros, gerando empregos.

 

Aspectos negativos

1 - Contaminação da economia de vários países em caso de crise económica num país ou bloco económico de grande importância no contexto mundial. Temos um recente exemplo desta situação: a crise económica de 2008 ocorrida nos Estados Unidos. O mesmo aconteceu em 2011 com a crise económica na Europa.

2 - Favorece a transferência de empresas e empregos, para países que oferecerem boas condições, designadamente: mão-de-obra barata e qualificada, baixa carga de impostos, matéria-prima barata, etc. Um bom exemplo é o que está a correr  na Europa desde o início do século XX: muitas empresas transferiram as suas bases de produção para países como China, Índia, Singapura, Taiwan, Malásia, etc.

3 - Pode provocar distorções cambiais, principalmente alta valorização de moedas locais de países em desenvolvimento. Quando os Estados Unidos colocam no mercado uma grande quantidade de dólares, por exemplo, grande parcela deste volume acaba em países emergentes, valorizando a moeda local. Este facto acaba por favorecer  as importações e desfavorece as exportações das empresas destes países emergentes.

4 - Grande facilidade de especulações financeiras, principalmente dos países em desenvolvimento. Como na globalização, os mercados dos países estão interligados, mil milhões de dólares podem entrar ou sair de um país em questão de segundos. Este capital especulativo acaba por prejudicar muito a economia dos países que não conseguem controlar
este fluxo de capitais.