No dia 19 completamos 10 anos. Cada vez que chega esta data, realmente dois momentos que me marcam profundamente: o dia da cerimónia do lançamento do Jornal de Economia & Finanças e o aniversário do meu filho.
Precisamente no mesmo dia. Foi de uma satisfação incontida.
Com certeza que surgimos para servir a informação económica. A priori, tínhamos a noção de que não seria tarefa fácil.
Não foi e nunca será mesmo. Mas as mudanças que se foram operando no nosso tecido económico, empurrou-nos para uma responsabilidade enorme.
A cada avanço e até recuo que experimentávamos, a nossa obrigação era informar e seguir.
O país, nesta era, com novos ares na política, começou e continua a ensaiar soluções e alternativas para que, definitivamente, se entre para um estado de equilíbrio irreversível.
Os programas económicos em execução e imediatamente em executar, enchem de esperança por dias melhores. Temos consciência da dinâmica a implementar e obviamente que não queremos ficar para trás.
O Jornal de Economia & Finanças, por via da sua sacrificada e predisponível equipa de trabalho, abraça com alento estes novos ventos que
nos vão levar para a prosperidade.
Queremos, por via de uma informação cada vez mais assertiva e consensual, continuar a servir e confiante de que o nosso trabalho tenha aceitação.
Muito longe de entrar para questões de competitividade, mas se pudermos sentir de que estamos entre aqueles que produzem informação privilegiada, então, já nos sentiremos
realizados, confortados.
Estando distante do meu grupo de trabalho, em formação em Beijing e Yantai, onde chegamos ontem, em Boeing 373-800, uma viagem de uma hora, a mesma distância de Luanda para o Lubango, a verdade é que me sinto envolvido na edição presencial deste número e honrado por estarmos no mercado já há dez anos sempre com o propósito de dar melhor de nós.
A informação económica é, de facto, um grande desafio. Informação especializada e que requer muito
rigor aos seus fazedores.
Há consciência disto e, com certeza, que nos sentiremos ou encararemos o nosso trabalho mais honrado se de facto a aceitação se se reflectisse
pelo número de leitores.
Mas é importante que se compre. Não é justo que muitos esperem pelos pdfs, não sabemos como conseguem, nos seus computadores ou telefones, para terem acesso ao nosso produto.
Queremos ser lidos pelo jornal vendido nas ruas. Há quem mesmo questiona onde pode encontrar o jornal.
Claro que isto nos preocupa e quero crer que agora que temos dez anos possamos ver os nossos produtos mais servidos no mercado. Se ainda não o é.
É preciso acreditar nos nossos profissionais. É necessário que eles percebam que estão a servir bem e estejam também a ser bem acolhidos.
Acreditem em nós enquanto formos nós os vossos fiéis depositários no que a informação económica diz respeito.