Depois de um longo período de nacionalização da economia, as privatizações se generalizaram em todos os países. Este fenómeno tem envolvido a economia mundial até aos dias de hoje. Adam Smith esteve no cerne deste fenómeno. Na sua teoria clássica, concebeu o estado liberal com o papel exclusivo de garantir o perfeito funcionamento do livre mercado. Ele acreditava que cada indivíduo, na busca do interesse pessoal, era levado por uma “mão invisível” a agir de modo a promover o bem- estar geral, ao sugerir a venda das terras da coroa para saldar a dívida pública e torná-las mais produtivas. Outros economistas como Milton Friedman “Prémio de Ciências Económicas” também defendia a privatização, pois, na opinião deste, possibilitava obter maior eficiência económica, reduzir despesas públicas e gerar riqueza. Concluiu que os Governos deveriam vender as empresas públicas, a fim de torna-lás competitivas e eficientes.
Este fenómeno ”privatização” foi altamente desenvolvido e promovido pelas administrações Reagan, Carter e Ford, nos Estados Unidos, e pela administração de Margareth Thatcher no Reino Unido em meados de 1970, que defendiam a minimização do papel e das responsabilidades do Estado na economia nacional, deste modo transferindo-as ao sector privado, a fim de superar a crise da década. Este atingiu o seu ponto mais alto na década de 1980 e em 1990 foram incentivados os países da americana latina pelo FMI e pelo Banco Mundial aderirem, sendo uma estratégia recomendada pelo chamado Consenso de Washington de 1989 que, segundo seus seguidores, aceleraria o crescimento económico nos países que o adoptassem tal medida, de facto surtiu efeito, tanto é que as privatizações foram consideradas um “marco na superação da ‘ineficiência administrativa’ em sectores-chaves como os das telecomunicações, da geologia e minais e os serviço de transportes públicos. Elas contribuíram sobremaneira para o alívio das contas públicas, ao passo que a privatização dos chamados monopólios naturais se mostraram ineficientes, pelo facto de estes apresentarem significativas “externalidades”, e exigirem grandes investimentos, de longo prazo de maturação e específicos para cada área de acção.
Actualmente, a taxa de estatização tem baixado significativamente pelo mundo, e aumento exponencial da taxa de privatização
da economia, porque muitos Governos concluíram que para fomentar o crescimento económico era necessário investir na economia
privada e que as empresas estatais não têm capacidade para competir e acompanhar o crescimento e crescente inovação tecnológica das empresas privadas num mercado cada vez mais exigente e global, resultando em ineficiência económica, aumento dos gastos do Estado, bem como o crescimento da dívida pública. Isso levou a que muitos países fizessem grandes reformas económicas, com maior ênfase para os programas de privatizações.
Economias como a dos E.U.A, Japão, Inglaterra, Alemanha privatizaram quase todos os serviços, desde o sector da electricidade,
caminhos-de-ferro, telecomunicações, bancos, aeroportos, portos, gerando uma grande eficiência económica e produzindo
muita riqueza e reduzindo o défice público. A China foi a economia que mais cresceu nos últimos anos, fruto dos programas
de privatizações. Actualmente, a desaceleração do crescimento económico deste gigante, como consequência da excessiva presença
do Governo na economia, tem levantado acesas discussões sobre a necessidade de se voltar a fazer reformas, privatizando as principais empresas estatais que são vistas por muitos como ineficientes. Reafirmando assim a importância que esta teve para a afirmação económica deste monstro.
São apontadas como principais vantagens da privatização: 1-geração de riqueza para o Governo; 2-aumento de investimentos;
3-estimula a competitividade; 4-melhora a qualidade dos serviços oferecidos e 5-aumento da receita fiscal.