De forma macro, o sucesso das empresas está em primeiro lugar e intimamente ligado à melhoria do ambiente de negócios, que pressupõe além de um sistema tributário e uma Lei de Investimentos Privados a altura das encomendas, a melhoria de infra-estruturas económicas – que vai prover mais água, energia, rede viária, etc – e um diploma, que vise essencialmente promover a competitividade ao mercado, afastando o monopólio. Falo da Lei da Concorrência, de que a nossa economia tanto clamou!
No aspecto micro, por sinal o que mais me interessa abordar aqui, o sucesso empresarial, diferente do que muitos agentes económicos possam vir a julgar, não é um fim, não é um fenómeno imediato e nem sequer pontual. Trata-se de um estágio complexo, não se resume em as empresas possuírem contas bancárias repletas, infra-estruturas invejáveis, proprietários ou promotores economicamente saudáveis, a aprimoração da tecnologia empregada, o aumento da produção, da carteira de negócios e das vendas.Por conseguinte, quando os empregados e outros colaboradores directos de uma dada empresa, se encontram de bolsos rotos, diante de crescimento e prosperidade financeiras dos gestores e promotores, se subentende desde já, a existência de injustiças nas relações entre as partes, sendo que os empregados não são devidamente remunerados, os seus esforços empreendidos pelo engrandecimento da empresa, não são alegremente recompensados. Só pode!…
O sucesso empresarial vai além destes preceitos há pouco sobreditos. Trata-se do atingimento ou ultrapassagem de forma contínua dos objectivos estratégicos estabelecidos por uma empresa, pretendo dizer que, quando uma dada empresa, se adapta constantemente às mutações do meio, através de planos de contingência ou consegue resilientemente aplicar estratégias, e atitudes que conduzem ao alcance sustentável das missões e metas empresariais anteriormente estabelecidas, está em condições de chamar-se “empresa de sucesso”. Por conseguinte, o alcançar do sucesso não deve ser encarado como um processo ou actividade linear, uma vez que, os obstáculos e imprevistos nos meios que cercam as empresas, são como as chuvas de Abril, pelo que, impõe-se que as empresas sejam visionárias e proactivas. Portanto, é ponto assente que, a carteira de negócios e ou as marcas devem ser protegidas e merecer reajustes e inovações, sempre com o foco na melhoria da qualidade. E isso, é precedido da qualidade da mão-de-obra e da satisfação das suas necessidades primordiais, que lhe vai proporcionar um certo bem-estar, saúde mental e motivação para encarar de peito aberto os desafios
inerentes às empresas.
Deve-se assegurar que a empresa seja um autêntico centro de aprendizagem grupal e de auto-superação, onde os constituintes, grosso modo, possam se rever no seu ser. Pelo que, é ainda salutar dizer, sobretudo aos empresários e gestores, da necessidade de não se subir em demasia a fasquia, pois cautelas são chamadas na hora de estabelecerem-se as metas empresariais, na medida em que estas devem ser realistas e realizáveis. É o mesmo dizer que se precisa definir bem o chão e o tecto… sob pena de
se embandeirar em arco.
Me oferece igualmente exaltar que, uma empresa, não pode desenvolver sozinha. O seu sucesso, significa indubitável e independentemente do seu objecto social, a satisfação das necessidades dos seus trabalhadores, dos clientes, dos fornecedores, dos accionistas, da comunidade que o rodeia, assim como, traduz a satisfação das necessidades dos seus investidores e do governo, como instância superior e regulador das actividades económicas. Logo, não importa para quaisquer governos, ter no mercado interno, empresas que lesam o interesse nacional e quase nada fazem para o crescimento e bem-estar das populações. Para as empresas, não importa simplesmente lucrar, mas sim, ir lucrando sustentavelmente! E isso, desde cedo, obriga a que os gestores não andem sozinhos, então não sejam egocêntricos!