Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes.
O acrónimo BRICS é: Brasil, Rússia, Índia e China. O termo foi criado por um economista chamado Jim O’Neill que destacou esses países através de um relatório que os caracterizou como essenciais para mudanças no quadro económico mundial devido à sua crescente ascensão financeira (O’Neill:2001). Com o passar dos anos, o acrónimo ganhou vida através de cimeiras anuais e foi admitido um novo membro ao agrupamento: a África do Sul.
O objectivo do agrupamento é a busca por cooperação para a obtenção de benefícios políticos e económicos.
O destaque recai para a importância e impacto da junção desses países para o sector das TIC, que torna também um dos objectivos primordial dos BRICS em discutir o desenvolvimento económico e social dos países em desenvolvimento.
Os países em vias de desenvolvimento os chamados emergentes procuram manifestar a sua crescente ascensão económica que antecipem o declínio da actual ordem da economia social, mas é fundamental que estes países emergentes tenham um foco inclinado para infra-estruturas e desenvolvimento económico dentro das suas agendas, caso pretendem almejar o crescimento de transformação tecnológica, apesar de Angola apresentar debilidades de crescimento lenta, fruto de uma gestão débil liderada pelo sector que tutela o Ministério das Telecomunicação e Tecnologias de Informação, pois em dez anos a transformação já seria uma realidade notória no país, tempo para conseguir transformá-lo nos mais elevados patamares do crescimento tecnológico, o empresariado fica refém das suas políticas e estratégias não concretizadas tornando assim um que resiste à mudança no crescimento tecnológico.
Foi refutada também na 10º Cimeira dos BRICS a importância das telecomunicações para o crescimento económico dos países. Na economia digital, as Nações de diferentes níveis de desenvolvimento fomentaram o uso das TIC nos sectores público e privado nas suas agendas estratégicas. Angola não pode resistir à mudança a esta transformação global.
Este é um momento propício para o desenvolvimento neste sector fundamentalmente quando estamos perante um novo modelo de governação e parcerias estratégicas uma vez que as mudanças globais económicas, demográficas e tecnológicas vão proporcionando oportunidades únicas para Angola.
Além disso, o Governo angolano tem como prioridade a implementação das TIC nas políticas públicas, reflexo do entendimento geral de que esta industrialização é essencial para o crescimento e competitividade no desenvolvimento e inovação em Angola.
Criar uma definição de políticas tecnológicas e de inovação, com estabelecimento de padrões nacionais ou a adequação a internacionais, os projectos e políticas de implementação de infraestrutura combinados à prática quotidiana de tecnologia pelas esferas de Governo configuram a particular sociedade da informação que Angola pretende construir.
Numa visão de mundo menos ortodoxo, podemos mesmo olhar para a implantação de tecnologia no Governo e na sociedade em geral como um processo de intervenção transformadora do meio técnicoorganizacional associado a movimentos políticos e económicos globais.
Na tentativa de explicarmos a limitação existente que temos vindo a constatar no uso das TIC, o que poderiam ser no domínio de investigações académicas e do lado da prática? É fundamental que o MTTI estabelece a criação e o acesso a bases de conteúdos integrativos suportadas por redes e serviços de telecomunicações, realiza a integração de cadeias de valor de segmentos socioeconómico.
Uma Angola mais digital, inovador e competitiva, inserido na sociedade da informação e comunicação digital, usando soluções completas com TICs de maneira intensiva e extensiva, capaz de promover a competitividade interna e externa.
As acções e parcerias estratégicas precisam ser efectivadas para uma industrialização digital de inovação na actual economia política global considerada como a 4ª Revolução Industrial no crescimento e transformação tecnológica.