Vale mais do que um exemplo buscar-se o ditado popular segundo o qual “na boca dum mais velho pode faltar dentes, mas não faltam palavras de descente” ou “quem não ouve conselho, não chega a velho”. O sucesso passa sempre pela busca de bons exemplos vivenciados por um mais velho, não só na vida quotidiana, mas nas áreas da gestão pública, familiar ou profissional. É o caso específico dos países da Commonwealth - comunidade britânica -, organização secular, à qual Angola, na pessoa do Presidente da República, João Lourenço, manifestou recentemente o interesse de se juntar a esse grupo de 53 Estados.
Ela, criada a 18 de Novembro de 1926, oferece, por via do Reino Unido, apoio técnico-científico, beneficiando os países mais pobres, além da garantia da integração política, cultural e económica. Angola já está inserida em cinco grupos, nomeadamente, a União Africana (UA), Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Países Africanos de Língua Portuguesa (Palop) e do Golfo da Guiné. Não sendo colónia inglesa, mas qualquer país pode, de iniciativa própria, solicitar à sua adesão, a exemplo do Ruanda e Moçambique, que são membros, mas que não têm nenhuma origem britânica. Por exemplo, a SADC é composta por 15 países, criada em 1992 e dedicada à cooperação e integração socioeconómica e cooperação em matérias de política e segurança dos países que nela integram.
O Botswana, que, além da SADC, faz parte também da Commonwealth. Segue-se-lhes Zâmbia, África do Sul, Namíbia, Lesoto, Malawi, Tanzânia e Swazilândia (SADC + Commonwealth), Ruanda (Francofonia+ Commonwealth), Guiné-Bissau e São Tomé e Princípe (CPLP + Francofonia),Cabo Verde (CPLP + Francofonia), Madagáscar e RDcongo (Francofonia + SADC). Seicheles, Ilhas Maurícias e Mauritânia são os que estão agrupados em três organizações, quer na Francofonia, Commonwealth, quer na SADC, enquanto a Guiné Equatorial na CPLP, SADC e na Francofonia. A comunidade britânica tem uma população combinada de 2,1 bilhões de pessoas, quase um terço da população mundial, dos quais 1,17 bilhão vivem na Índia e 94% vivem na Ásia e África juntas.
É importante que se aportem conhecimentos necessários ao processo de desenvolvimento do país através da consolidação e alargamento das relações bilaterais. A experiência traz sempre ganhos incomensuráveis. Seria, igualmente, oportuna, além da Commonwealth, o país se empenhasse para a sua integração à comunidade francesa.
Quanto mais estar-se ao lado dos fortes, melhor para a promoção e reforço do papel de Angola no contexto internacional e regional. Na francofonia e anglofonia, Angola poderá encontrar países como França e Canadá, que fazem parte do G7. O Canadá detém um PIB nominal de Usd 2,18 triliões de dólares, enquanto a França 3,1 triliões de dólares, ao lado dos Estados Unidos como maior potência com Usd 21,1 triliões, o Japão com Usd 5,9, triliões, Alemanha Usd 3,9 triliões, Itália com Usd 2,2 triliões e o Reino Unido com Usd 2,9 triliões. No conjunto desses países, o seu PIB nominal é de Usd 41, 5 triliões, diferença mínima com os emergentes com 40,5 triliões de dólares. O G7 representa mais de 64% da riqueza líquida global (263 triliões de dólares). Quanto à inglesa, além do Reino Unido, tem a Austrália com um PIB representativo de Usd 1,2 triliões. No geral, a elite inglesa tem um PIB expressivo de 22, 3 triliões de dólares, superando a Francesa com Usd 8,8 triliões.