Fazer de Angola um bom lugar para se viver é o principal desafio da governação. No programa vencedor das eleições gerais de 2012, “crescer mais e distribuir melhor” foi uma acertada seta orientada para a necessidade de priorizar-se o desenvolvimento nacional. Certamente, isto deve ser feito com um crescimento equilibrado das diversas regiões, onde cada província, das 18 que configuram a divisão administrativa angolana, deve procurar maximizar as suas potencialidades. A realização de fóruns económicos, prática recorrente nos últimos dias, não deve ser encarada como mera formalidade. Muito pelo contrário, estamos em presença de uma nova orientação estratégica, onde a finalidade é atrair investidores e deixar a descoberto as enormes potencialidades económicas que as províncias ostentam.
Recentemente, o governador da província do Kuando- -Kubango (KK), o general Francisco Higino Lopes Carneiro, manifestou o desejo de tornar a província que dirige num recanto, onde os investidores encontrem espaço para as suas iniciativas de negócio. Daí que, Higino Carneiro quer fazer do KK a terra da prosperidade, conforme disse, uma vez que o slogam “terras do progresso” já enterrou o de “terras do fim
do mundo”.
O fórum económico, primeiro na história da província, serviu, de acordo com a sua fundamentação, para divulgar à comunidade empresarial o plano de desenvolvimento para o período 2013-2017 de forma a enquadrar o investimento privado nas suas prioridades. Além de apresentar as potencialidades e a estratégia de desenvolvimento, as mesas redondas que decorreram à volta do lema “As perspectivas de desenvolvimento das terras do progresso” procuraram debater as vantagens comparativas e competitivas que os sectores da agricultura, pecuária e turismo no KK encerram.
Mavinga já foi célebre por várias outras razões. Hoje, o município é uma autêntica mina de ouro, que aguarda pela chegada de iniciativas privadas para tirar vantagens do potencial mineiro, que a natureza se encarregou de brindar à terra da prosperidade. Aqui pode ser chamado um refrão já popularizado: “vamos lá”. Certamente, para quem busca por novas e melhores oportunidades, o KK é um destino certo para levar mais-valia. Saber tecnológico, científico e outras valências são fundamentais numa terra que quer crescer em todos os aspectos. O governador reconheceu que falta capacidade humana para responder a todos os desafios.
Bem dito, a produção de arroz na fazenda do Longa está para o KK qual cereja em cima do bolo. Os mais recentes indicadores apontam para uma safra acima de três mil toneladas, passando dos 500 para os mil hectares como zona de conflito.
A revitalização da rede viária, com a construção de quatro mil quilómetros de estrada, incluindo a que liga a fronteira Sul com as vizinhas Namíbia e Zâmbia, apresenta-se como um pilar para aumentar os fluxos de bens e serviços. Tal como no restante do país, a província que nasceu dos rios Cuando e Cuvango também enfrenta o desafio de vencer a escassez de quartos no sector hoteleiro e ultrapassar