O subsector dos diamantes continua a ser a segunda fonte de receitas para suportar o Orçamento Geral do Estado, sendo por isso, um dos principais activos para a economia nacional.
É ponto assente de que para se atingir a excelência, todos os intervenientes da cadeia produtiva deste importante segmento, devem desempenhar com sucesso, o seu papel.
Assim sendo, as associações ou cooperativas são chamadas a liderarem o processo de transformação e execução das políticas traçadas pelo Governo que poderão nos conduzir para o crescimento e desenvolvimento sustentável.
Nesta conformidade, a Empresa Nacional de Diamantes “Endiama” realizou, recentemente, na cidade de Saurimo, capital da província da Lunda Sul, um encontro com as cooperativas, casas de venda de diamantes e com a Direcção Provincial da Indústria e Geologia e Minas.
Como se sabe, na província da Lunda Sul está sedeado o maior Kimberlito do país, sendo este, o principal activo da Endiama, o que levou a maior firma de diamantes do país, a aproveitar a ocasião para apresentar as novas políticas ou estratégias de reorganização das cooperativas e das casas de venda de diamantes, para que a actividade mineira exerça de facto, o seu papel nesta fase em que o país atravessa momentos menos bons na sua economia, por culpa da queda do preço do petróleo, principal produto de exportação.
É pretensão da empresa pública de diamantes melhorar e ordenar a actividade em todas as zonas de produção, desencorajando assim o garimpo. Durante o encontro, as cooperativas defenderam a necessidade de se rever a taxa cobrada para cedência de espaço para a exploração de diamante.
Na sua estratégia de governação para o período 2017/2022, no quadro do desenvolvimento e modernização da indústria extractiva, o Executivo angolano pretende que a produção de diamantes possa ser incrementada passado dos nove milhões de quilates por ano para 13,8 milhões.
O Governo vai assegurar também, a monitorização dos programas dirigidos do subsector dos diamantes, visando a entrada em exploração do Kimberlito do Luaxe (Lunda Sul) e de novas pedreiras de rochas nas províncias da Huíla, Namibe, Cuanza Sul e Norte.
Além dos diamantes, no sector minério, no decorrer destes cinco anos, o Governo quer adoptar medidas para aumentar a produção de rochas ornamentais de 59,8 mil metros cúbicos para 104,6 mil metros cúbicos/ano.
O programa prevê igualmente, o arranque do projecto de produção de ferro “gusa” com 420 mil toneladas/ano. É também aposta para o actual ciclo, a dinamização do projecto de exploração de mineiro de ferro, com uma produção de 1,7 milhões de toneladas/ano, bem como o ouro que poderá atingir 25,6 mil onças/ ano e o fosfato na ordem das 1,3 milhões de toneladas/ano.
O desafio é “espinhoso”, mas acredita-se que com o estabelecimento de parcerias adequadas, tanto internas como também externas, com vista a aceleração da implementação dos projectos mineiros constantes na carteira de investimentos do sector de exploração de mineiro, os resultados serão amplamente satisfatórios e tornará o subsector dos diamantes mais eficiente e com uma contribuição significativa para as receitas do país.