As cidades constituem hoje os verdadeiros pólos de desenvolvimento económico e de maior aglomeração populacional devido os investimentos que têm sido feitos e pela segurança que as mesmas oferecem no ponto de vista alimentar e de habitabilidade. Razão pela qual, continua-se a se assistir nos dias que correm, o êxodo da população rural para as cidades.
O aparecimento das primeiras cidades estão sempre ligados à revolução agrícola (desenvolvimento de tecnologia e geração de excedentes na agricultura).
Assim, a partir do momento em que o homem começou a dominar as técnicas agrícolas, deixando o nomadismo, surge de facto, a divisão do trabalho, originando assim os primeiros aglomerados urbanos.
Hoje, todas as cidades estão em crise profunda de alimentos devido a pouca atenção que se tem dado ao meio rural. Por isso, surge a pergunta: Quem irá alimentar as cidades?
O êxodo da população rural para urbana tem trazido muitas consequências para as cidades. O sector agrícola (campo) que tem sido o grande provedor de alimentos para as cidades, está em decadência profunda em função do fraco investimento que se tem feito, quer no domínio das infraestruturas públicas e sociais, quer privadas.
Segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), nos países em desenvolvimento hoje ainda continua a se verificar grandes assimetrias regionais, o que faz com que muitos jovens abandonem as suas zonas de origem para emigrarem nas cidades em busca de melhores condições de vida.
No entanto, o Fórum dos Municípios e Cidades de Angola que o Ministério de Administração do Território realizou, teve como objectivos promover e dinamizar o desenvolvimento comunitário de Angola, com o envolvimento activo de todos órgãos públicos e privados, apresentando as suas oportunidades de negócio de forma a estimular a captação de investimento privado.
Durante os dois dias, os participantes discutiram como as finanças locais podem desenvolver as economias regionais e como devem ser geridas as receitas dos municípios e cidades.
A arrecadação de receitas locais, desafios e perspectivas, bem como a taxa de serviços de limpeza e saneamento, oportunidades e desafios foram dentre outros temas que dominaram o certame.
O turismo na diversificação da economia, turismo interno plano operativo do turismo 2016-2017 e a experiência de províncias como as do Zaire e Benguela e o envolvimento das autoridades tradicionais no desenvolvimento local estiveram igualmente em evidência no fórum.
Assim, como forma de se diminuir a pressão que se exerce sobre as cidades de Angola, foram esboçados, durante o fórum, vários mecanismos de mobilização de receitas.
Como se sabe, o desenvolvimento de uma região pode vir de baixo (com os recursos disponíveis localmente), como de cima (com as receitas provenientes de outras regiões).