A realização da 4ª edição da Feira Agro-pecuária da região sul, Expo-Huíla, que a cidade do Lubango acolhe até domingo próximo, é mais um indicador da dinâmica de crescimento económico que os vários “playeres” do mercado têm vindo a empreeender para o sucesso do empresariado nacional.
O evento, para lá da criação de oportunidades de negócio, é igualmente uma plataforma para a captação de investimento na região em virtude dos programas traçados pelo Executivo na criação de um clima de negócio favorável.
É sabido que as políticas conjunturais do Executivo não podem ser alcançadas na sua plenitude sem a plena colaboração dos parceiros sociais, que são os grandes fazedores da actividade económica.
Os mais de 200 expositores que apresentaram os seus produtos no evento deram sinais de que muito ainda pode se fazer para se atingir as metas do crescimento na região e sobretudo garantir uma qualidade de vida à população.
Apesar da exiguidade das fontes de financiamento no mercado, em função das características do próprio sistema financeiro e monetário, o fenómeno diversificação tem conquistado espaço à medida que o empresariado nacional vai ganhado maturidade em efectuar negócios.
Por isso, os números que nos chegam de diversos órgãos de soberania do Estado dão conta que os agentes económicos estão ávidos em criar novas oportunidades de negócio e alargar os mercados de actuação como forma de maximizar os resultados atingidos.
Com os incentivos que estão a ser feitos pelo Executivo, no que toca à criação de projectos de investimento viáveis, o sector empresarial tem dado fortes sinais de maturidade económica, o que vem aumentar as perspectivas optimistas de um clima de negócio propiciatório.
Assim, os dados que nos chegam da Huíla levam-nos a crer que a região sul vai, dentro de pouco tempo, se transformar numa placa giratória de fornecimento de uma gama de produtos agro-pecuários que servirão de base às exportações.
Pelo seu potencial económico e alinhando-se ao clima favorável para a prática da agro-pecuária, a província da Huíla é hoje tida como um pólo de desenvolvimento sustentável em função da vontade e do dinamismo do sector empresarial local.
A indústria alimentar nacional já produz hoje, com mais de 60 por cento de matéria-prima local proveniente da Huíla, o que motiva ainda mais os empresários agrícolas a dobrar os seus investimentos nestes sectores da economia.
Por isso, é com justa razão, que o secretário de Estado da Agricultura para o sector privado, Carlos Alberto Jaime, “Calabeto” defendeu maior interactividade entre produtores nacionais para que iniciativas de género não se traduzem somente na criação de rendimento, mas num clima social saudável conferindo um nível de bem-estar aos jovens.
O número de jovens que afluem nos recintos das feiras, mostra que a actividade económica não pode estar dissociada ao lazer e o empresariado nacional ao investir nas infra-estuturas deve levar em conta este princípio.