Em Agosto de 2012, no decurso de uma visita oficial do ministro das Relações Exteriores, Georges Chicoti, ao estado de Israel, foi assinado um acordo de cooperação entre os dois países. A propósito da assinatura do acordo, o então presidente do estado de Israel, Shimom Peres, afirmara que a cooperação entre os dois países deveria basear-se em três pilares de cooperação: na área da ciência e tecnologia, no domínio económico e sobretudo na defesa.
Nos últimos 10 anos, o volume das trocas comerciais entre os dois países foi de 400 milhões de dólares norte-americanos. Mas nos últimos 5 anos, registou-se uma desaceleração devido essencialmente a descida dos preços de matéria-prima no mercado mundial.
Apesar de se registar uma fraca presença israelita no mercado de bens e serviços, os poucos que existem no país, sobretudo no domínio da assistência técnica, comércio e indústria, este país tem sabido corresponder com as expectativas.
No entanto, a concretização da Câmara de Comércio Angola/Israel será uma mais-valia para a economia nacional e o sector empresarial privado, uma vez que o país precisa de parceiros.
Nesta era de diversificação, o estado angolano está aberto a vários investidores, por isso, várias têm sido as parcerias quer públicas, quer privadas, que se têm feito no sentido de se conferir uma nova dinâmica no sector produtivo nacional.
Os sectores primários e secundários são, seguramente, os principais focos que as parcerias devem investir, para se incentivar a indústria transformadora tendo em vista à imensidão dos bens produzidos em vários projectos agrícolas.
Indicadores mais recentes apontam que o Estado de Israel é considerado actualmente um dos países mais avançados do sudoeste da Ásia em desenvolvimento industrial.
Estas informações devem incentivar o empresariado nacional a levarem muito a sério a presença dos empresários israelitas no sentido de trocarem experiências em vários domínios do sector produtivo.
O financiamento anunciado pelo governo de Israel é sinal de que os dois países estão interessados em alargar as suas áreas de investimento com vantagens recíprocas de acordo com as regras do comércio internacional.
Os termos de traca entre Angola e Israel espelham que os dois países ainda têm muito a fazer pela frente, pois apesar de as suas relações remontarem mais de 10 anos, elas registaram um abrandamento devido à conjuntura económica nacional e mundial.
Por isso, o fórum Angola/Israel serve de “balão de ensaio” para o desenvolvimento dos cluters em várias regiões do país,