A indústria de petróleo e gás é um dos sectores que mais preocupa os governos nacionais e as instituições internacionais nos últimos tempos, principalmente nos países fortemente dependente do hidrocarboneto, pelo facto de constituir a principal fonte de receitas nessas economias.
Apesar dos esforços que os governos destes países estão a empreender, adoptando programas de diversificação da economia, as metas ainda estão muito longe de serem alcançadas, pois as economias do mundo estão a passar por crises gritantes no que toca à alocação de divisas para gerar outras fontes de investimento.
As receitas fiscais que constituem a principal fonte de financiamento dos estados, não tem sido suficientes para suportar todos os encargos principalmente nos países produtoras das materias-primas.
As economias da África Subsahariana, diante deste cenário, têm procurado forma de inverter o quadro, mas encontram soluções práticas e de curto prazo para reduzir o impacto da baixa de preço do petróleo no mercado mundial.
O último relatório do Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD), divulgado esta semana, assegura que o crescimento dos países produtores de petróleo na África Subsahariana será muito lento em 2018, chegando aos 4,1 por cento nos países não dependentes do hibrocarboneto e 2,2 nas economias depndente de matária-prima.
Este crescimento poderá, seguramente, agravar ainda mais a situação das famílias neses países, pois os recursos obtidos do sector não petrolífero não são suficientes para fazer face às necessidades crescente das sociedades.
O encontro dos ministros dos petróleo da Organização dos Produtores Africanos, apesar de ser uma mais valia para os governos do continente, uma vez que servirá para analisar os efeitos causados pela queda do crude no seio das famílias e no rendimento dos governos, será um “balão de ensaio” para se traçar novas estratégias nesse domínio.
Por essa razão, os orçamentos dos estados africanos tem merecido sucessivas correcções nas suas contas nos últimos 10 anos, pois apesar da subida tímida do preço do barril do petroleo, o cenário ainda é sombrio e segundo especcialistas em matéria de petróleo e gás, esta ainda poderá se arrastar por muito tempo.
Por isso, a questão à volta dos cambiais, que tem provocado um forte desalinhamento dos mercados, só conhecerá solução por via de uma política do sector petrolífero muito bem pensada, para que se trave à fuga dos multiplicadores monetário nas transacções com o exterior.
Por outro lado, as empresas petrolífera que operam em Angola e noutros países da região devem, seguramente, definir políticas conjuntas de repatriamento de capitais que estejam em harmonia com os interesses dos países produtores residentes para se encontrar um equilibrio entre o capital a emigrar e o cativo.