Lobito já é famosa pela sua atractiva paisagem natural e forte pendor turístico. Tem praias belas, restaurantes que servem do bom e do melhor que oferece a gastronomia nacional e internacional e uma rede hoteleira que à medida da procura responde aos que buscam por lá descanso ou trabalho.
Ainda que não sejam estes os motivos da sua escolha para acolher o oitavo Conselho Consultivo do Ministério das Finanças (MINFIN), o turismo que lá abunda é conhecidamente a indústria do futuro: capaz de proporcionar empregos e receitas que, em muitas realidades africanas e no mundo, servem unicamente de principal financiador das actividades dos Estados. Logo, podemos aqui dizer que num só tiro, foram mortos dois coelhinhos: desconcentrar os actos ministeriais da capital e constatar “in loco” o crescimento da actividade económica na região Centro Sul. Até porque para chegar-se a Benguela, a província anfitriã, passa-se antes pelo Cuanza Sul, Sumbe, saídos de Luanda pela estrada nacional número 120.
Desde logo, o lema “Maximizando a receita e melhorando a qualidade da despesa pública pelo desenvolvimento sustentado” encaixa-se à medida dos desafios dos tempos de hoje. Como tem dito o ministro Archer Mangueira, o momento é de ajustarmo-nos todos a um novo normal.
Não sendo novidade a queda do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais, situação verificadas nos dois últimos anos, a consequente entrada de menos divisas aos cofres do Estado abriu portas ao início do novo normal: diversificação da economia, com a revisitação ao sector primário, através do qual se pretende canalizar os financiamentos bancários como prioridade.
Estes indicadores, deixados pelo mercado, à respeito da necessidade de maior fluxo de financiamento à produção nacional foram, de igual modo, avaliados. Os responsáveis das várias áreas que integram o Ministério das Finanças (MINFIN) ao apresentarem as recomendações saídas do encontro entenderam ser necessária a adopção de medidas cujo impacto tem relevância na organização económica e financeira interna.
Aliás, na abertura, o ministro das Finanças, Archer Mangueira, fez questão de afastar o bom do mau. Ou seja, foi dele a mensagem de incentivo a aqueles que querem cooperar para o bem da reorganização das finanças públicas e pelo sucesso das medidas que têm sido desenhadas. Mas, aos arautos das mensagens negativas, que se baseiam nas avaliações descontextualizadas feitas interna ou externamente, agradeceu o silêncio. A velha máxima é “se não vai ajudar, então não atrapalha”.
Do encontro do Lobito ficam recomendações e vários desafios, para os quais só a organização e acção conjunta dos organismos será suficiente e bastante para garantir o sucesso da implementação das medidas adoptadas, sobretudo as 10 directivas que o titular da pasta já adiantara em outras ocasiões serem premissas basilares para que as Finanças consigam proporcionar felicidade e bem-estar às famílias. Com isto, todos os “players” financeiros, quadros locais ou afectos às regiões tributárias e administração central são chamados a desempenhar um papel mais activo.