A história indica que a capacitação tecnológica e o desenvolvimento industrial proporcionam riqueza aos países, daí que as políticas públicas dos Governos devem priorizar aspectos que incentivem o fortalecimento das economias.
Em Angola, o cenário para o relançamento do tecido industrial foi sempre apanágio do Executivo angolano, que em muitos casos, deu primazia a medidas que resultaram na injecção de fortes investimentos para estimular a economia.
No seu Plano Nacional de Desenvolvimento 2013/2017, o Executivo angolano está a promover uma estratégia que visa relançar a indústria transformadora, com base na diversificação da economia, elegendo segmentos sustentáveis.
A forte matriz virada para o crescimento sustentável do país está assente na criação e implementação da Rede Nacional de Pólos de Desenvolvimento Industrial de Angola, que prevê a criação de 22 em todas as províncias, tendo como meta aquecer a economia nacional.
Apesar do Pólo de Desenvolvimento Industrial do Dondo não fazer parte do leque dos que estão a ser implementados pelo Executivo angolano, o administrador municipal de Cambambe, garantiu ao JE que já foi identificada uma área para a implementação da infra-estrutura, que segundo diz, vai revolucionar a actividade económica da região.
Agora é tempo de investir. Os sinais embora tímidos, já estão a conferir espaço para que o país possa rapidamente deixar de depender das importações e alcançar os tempos em que já foi um grande exportador, principalmente, de produtos agro-industriais.
Os Pólos de Desenvolvimento Industriais, que estão a nascer um pouco por todo o país, poderão jogar um papel preponderante, sobretudo na resolução do “flagelo” do desemprego e do elevado nível de endividamento.
Estas infra-estruturas têm também que ser acompanhadas com a formação da mão-de-obra, para garantir o fomento e protecção das indústrias, já que estamos geograficamente localizados num espaço em que existem países economicamente fortes.
O desafio que se coloca é como sustentar o crescimento. Os bons exemplos devem ser sempre copiados e transformados à nossa realidade, para que o sucesso das nossas fábricas ou unidades industriais possa ser uma realidade. A competitividade da economia nacional em relação às de outras nações, sobretudo da sub-região, deve ser o “apanágio”.
Há necessidade de se produzir bens de boa qualidade a preços mais baixos, daí que os Pólos de Desenvolvimento Industriais deverão desempenhar um papel crucial e fundamental, captando investimento privado, não só nacional, mas como também estrangeiro.
Para a instalação destas infra-estruturas, será preciso a criação de condições para o seu normal funcionamento, sendo que a aposta deverá recai igualmente para a reabilitação e construção de vias de comunicação, água, energia eléctrica, telecomunicações, além de uma adequada política cambial e fiscal.
A política do Governo angolano elege uma indústria transformadora que assenta essencialmente na actividade privada, que como se sabe na economia de mercado, este sector é o principal impulsionador das grandes transformações.