As empresas têm por missão primária gerar lucros. A rentabilidade destas depende, significativamente, da qualidade técnica, da atitude e do comportamento do quadro e pessoal que detém. Desde logo, tem razões de sobra a administração da Sonangol que, ao que se ouviu nestes dias, está a superar o cenário de dificuldades herdado há um ano. O foco definido é devolver à companhia o lugar de principal motor da economia e geração de riqueza para os cidadãos.
É bem verdade que Angola implementa um ambicioso programa de diversificação da economia, mas tal como disse num outro prisma o bancário Amilcar Silva, sobre o processo de adaptação das instituições financeiras nacionais às exigências internacionais que está a obrigar alto custo em investimentos, sobretudo no treinamento de pessoas e ajustamento tecnológico, para que a economia consolide os processos iniciados terá de conseguir o equilíbrio necessário nas suas contas e isso ainda está a depender do nosso principal produto de exportação, no caso o petróleo.
A intenção de gerar riqueza da Sonangol não deve ser apenas encarada do ponto de vista das finanças ou monetário. Há que compreender que a capacidade desta que é de largos passos a principal empresa pública angolana em dimensão, capitalização, resultados e contribuição fiscal em gerar riqueza aos filhos de Angola também comporta a sua responsabilidade social, aliás, uma área em que a petrolífera saiu-se bem na última fotografia do exercício económico.
O que todos sabemos e fartamo-nos de ouvir é que o preço do petróleo persiste num sobe e desce. Alguém ou alguns ao menos saberão porquê e tiram, de certeza, partido da situação, mas o que deve ser valorizado é o foco de uma administração empresarial que está voltada na rentabilização dos principais activos e na diminuição dos custos.
E sobre reduzir custos, a intenção de aliviar em mais de 500 milhões de dólares, dos quais já 200 milhões terão sido conseguidos, revela a atitude ousada e em como os gestores estão a alinhar objectivos aos resultados.
Claramente de elogiar. Saberão os gestores, melhor do que nós, se possível será atingirmos ou não as metas prometidas. Quem vê a determinação da engenheira Isabel dos Santos, trazudida em palavras firmes e cheias de convicções, certamente faz ressurgir aquela máxima bíblica que “a fé move montanha”.
Com franqueza, realismo e profundidade nas avaliações, está à vista dos angolanos que estamos perante uma Sonangol mais comunicativa, mais apelativa e mais próxima.
O espectro do medo de falência que apregoaram os tradicionais mensageiros da desgraça está afastado. A petrolífera angolana está a preparar-se e quer em breve competir no mercado internacional, onde também busca cooptar as valências dos seus parceiros, para permitir que o seu reposicionamento na competitiva indústria petrolífera mundial se faça com um petróleo de qualidade e de produção barata.