Com a aposta nas exportações, Angola alarga a base de produtos vendáveis, além do petróleo, o que se enquadra na satisfação das prioridades do governo angolano, que ainda muito recentemente conferiu posse aos corpos gerentes da Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola (CEEIA), num sector em que tem a Agência para a Promoção do Investimento Externo (APIEX) um árbitro
a altura dos desafios do momento.
Nos últimos dias, por exemplo, este organismo afecto ao Ministério do Comércio juntou os principais operadores do mercado nacional para traçar medidas tendentes a dinamizar as exportações angolanas. Na ocasião, o secretário de Estado do Comércio, Alexandre Costa, que encabeçou as actividades conducentes a conferência, garantiu aos presentes que as empresas angolanas com potencial para exportar e prestar serviços de exportação continuarão a trabalhar para o alcance desta meta. Por outra, garantiu que o Estado angolano está empenhado na criação de condições para que o país recupere os níveis do passado no que respeita as exportações, quiçá ultrapassá-las e chegar a cifras que coloquem o nosso mercado na rota dos principais países exportadores de bens e serviços.
Quanto aos indicadores em relação a todo este esforço, pôde-se aqui assegurar que o mais recente relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE), que mostra as transacções comerciais entre Angola e o resto do mundo, em 2016, onde foram calculadas receitas financeiras estimadas em 765.944 milhões de kwanzas.
Os resultados do IV trimestre do ano findo mostram que a balança comercial angolana teve um saldo na ordem positivo, embora ainda muito a dever aos resultados do comportamento do preço do petróleo, principal produto de exportações.
Os indicadores do INE mostram, igualmente, que em relação ao mesmo período em 2015, a balança comercial registou um aumento do valor total das exportações em cerca de 38,7 por cento e as importações registaram uma diminuição de 20,4 por cento, claramente uma verdadeira alufada de ar fresco.
Não podemos ignorar de modo consciente o papel de parceiro-amigo que a China continua a representar. São largos anos de compromisso e forte demonstração de realismo e pragmatismo na compra e venda de bens de serviço em ambos os lados. A presença das empresas chinesas em Angola e agora mais recentemente a criação da Câmara de Comércio de Angola-China mostram que as condições políticas estão favoráveis para a continuidade das principais intenções de negócio e mobilização de recursos financeiros.