O elevado fluxo de viaturas que circulam a nível dos principais eixos rodoviários da província de Luanda tem provocado inúmeros constrangimentos a vários níveis. Os constrangimentos são mais “latentes” em época chuvosa, que obrigam vários cidadãos quase a “pernoitarem” nas estradas, porque em muitos casos as viaturas ficam “encurraladas” nas estradas, por culpa dos engarrafamentos insuportáveis, provocando grandes estragos para o normal funcionamento das instituições, não só públicas, mas também privadas, por culpa das longas horas que as pessoas e veículos ficam nas intermináveis filas.
Como não existe nada sem solução, o Executivo angolano, através do Ministério da Construção, agilizou um plano de acção, que está a ser desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estradas de Angola, cujo objectivo é de garantir maior fluidez na circulação rodoviária na capital angolana.
O projecto iniciado há seis meses vai começar a dar frutos, com a entrada em funcionamento dos viadutos da estrada de Catete, Camama, Boa Vista, Zango e Centralidade do Kilamba.
Os também conhecidos como “Nós” estão operacionais, prontos para garantir a circulação de forma cómoda e segura.
As obras estruturantes foram programadas de forma alargada, com a estratégia de priorizar algumas vias que se enquadram no acesso ao novo Aeroporto Internacional de Luanda, no município de Icolo e Bengo, e oferecer uma melhoria na mobilidade do trânsito na cidade.
Neste quadro foram identificados “Nós” que causavam embaraço no trânsito automóvel entre os quais a estrada de Catete, cuja infra-estrutura foi erguida junto à Unidade Operativa. Constam também as rotundas do Camama, Boa Vista, além da entrada do Zango e da Centralidade do Kilamba.
Brevemente, terão início, entre outras, o “Nó” da Corimba, que vai fazer a junção da marginal sudeste à estrada da Samba, bem como as obras da Estrada Nacional Nº 230 ao novo Aeroporto Internacional de Luanda.
O projecto estruturante do sector da Construção, que visa melhorar os principais corredores viários do país e que está a ser desenvolvido, no âmbito da linha de crédito da China, contempla obras de recuperação da estrada nacional Nº 100 de Cabo Ledo (Luanda) até ao Lobito (Benguela), a 120 do Alto Dondo (Cuanza Norte) até ao rio Keve e a 230 no troço Lucala a Malanje, bem como a estrada Nº 180 no troço Luena/Dala. Sabe-se que está também em curso, em quase todas as províncias, a reabilitação das estradas secundárias e terciárias.
Estes projectos estruturantes dão garantia de um futuro mais tranquilo, a julgar pelos benefícios que trarão para o país.
O crescimento e desenvolvimento sustentável de qualquer nação, só será possível com estradas funcionais e transitáveis, pois que o tecido produtivo precisa de matéria-prima que, por sua vez, deve ser transportada por um meio barato, sendo que neste caso, os transportes rodoviários estão na linha da frente.
É verdade que estes projectos não serão a solução dos constrangimentos na circulação, mas já é um grande salto rumo a este objectivo.
Espera-se que com a construção destas infra-estruturas, a vertente da sua manutenção e conservação deva ser acautelada para a sua durabilidade.