É hora de apontar os caminhos por onde deveremos percorrer, numa viagem cujos 365 dias, 52 semanas e seus 12 meses parecem tornar pequena as 8,760 horas e os 525,600 minutos, que fazem desse percurso uma corrida de fundo, onde, logicamente, vale saber abrandar nos momentos necessários.
Aliás, o Executivo angolano, à experiência de 2016, toma a dianteira na implementação de medidas prudentes, mesmo sendo 2017 o ano de eleições gerais e que pelas razões obvias há que se elevar os orçamentos para essa finalidade constitucional. Vamos cimentar a nossa democracia, cuja escola africana muito tem procurado apreender, pois a conquista e consolidação da paz têm permanentemente ocupado os primórdios da acção governativa.
Metas reais, que podem ser alcançadas com esforços, mas com o mínimo de sacrifício pelas famílias angolanas, são propostas num OGE que busca maximizar a estratégia de diversificação económica, através da redução da dependência petrolífera. Manter as conquistas do sector não mineral será de todo importante, num ano em que a consciência/cidadania fiscal obriga a todos a colocarem o seu tijolo na construção desse edifício económico, mesmo que os ventos do Ocidente tragam à boa nova de uma certa estabilidade ou alta acentuada no preço do barril de petróleo no mercado internacional.
O Governo não dorme à sombra da bananeira e traçou as linhas do desenvolvimento à luz de um plano até 2022 e em muitos casos extensivo ao 2025, para o alinhar as metas do milénio da Organização das Nações Unidas (ONU).
Reservas à parte, mas os especialistas ouvidos pelo JE também são unânimes de que este ano encerra uma série de projecções, consolidando várias, dentre as quais, a do melhoramento do acesso à água e à electricidade. Laúca vem aí e com ela o ciclo combinado do Soyo e as fases avançadas de Cambambe. E porque quem tem luz já não vive à sombra da escuridão do subdesenvolvimento, espera-se que a industrialização ganhe novo fôlego. As pequenas indústrias aproveitem o excedente de parte da produção agrícola para diminuir cada vez mais a dependência ao exterior em determinados produtos essenciais.
Também, fica-se mais optimista com 2017. As medidas que têm vindo a ser implementadas pelo BNA parecem gerar o resultado desejado. Estabilidade monetária, controlo dos níveis de inflação e reconquista da confiança dos parceiros internacionais.
A acompanhar toda essa série de medidas positivas, as finanças também alinham as suas projecções e em ano de “maré turva” e “turbulenta” para muitos países, Angola dá sinais de que vai caminhar em águas tranquilas.
Pelo sim , pelo não, 2017 é um ano de desafios, mas a disposição de os enfrentar dos angolanos, aliada à determinação de garantir medidas bem sucedidas por parte da governação, abre portas a uma esperança que faz mover com expectativas positivas o caminho de desenhamos para o nosso sucesso, seja ele pessoal, colectivo e por que não dizer nacional