O momento é de partilha e a solidariedade marca o modus comportandi da maioria das pessoas e até das instituições.
Por nada se quer ouvir falar em desperdícios. A época é de racionalização e de poupanças. Os termos por mais que se aproximam são distintos, mas procuram direccionar os pensamentos em torno da mensagem do amor.
A forma em como comemoramos o Natal pelo mundo é distinta. A célebre figura do Pai Natal abunda e até desperta um comércio ambulante frenético. Com ou sem dificuldades, as pessoas mantêm a felicidade de sempre.
Sente-se também um crescente ambiente de solidariedade institucional e não menos louvável é o envolvimento dos governos provinciais, cujas damas (esposas dos governadores) abraçaram uma iniciativa da primeira-dama da República, Ana Paula dos Santos, e mobilizam a sociedade local na criação de condições para que a festa de Natal chegue aos mais desfavorecidos, sobretudo crianças e idosos em lares.
As empresas também acompanham esta onda solidária do Natal e aos filhos dos funcionários e outros de centros de acolhimento ou mesmo zonas adjacentes às suas instalações.
No mais, a celebração natalina, este ano, está menos comercial, embora os habituais cabazes tenham mantido o perfil de alto-padrão das épocas anteriores, os comerciais e eventos são mais de responsabilidade social e cariz solidário do que propriamente aquelas que focalizam o lucro.
Por aqui pode-se afirmar que a crise freou o afã pelo lucro e aumentou a nobreza da alma ao valorizar a acção social em detrimento da comercial.
Fica-se, desde então, com a sensação de que nas dificuldades as pessoas são mais unidas e disponíveis às outras. Até mesmo os preços dos bens e serviços tendem a comportar-se. Tudo dentro de um padrão pouco comum. Não há subidas de preço, não há escassez de produtos habituais e de alto consumo na quadra festiva.
Quer isso dizer que os apelos, por um lado, de as pessoas moderarem no consumo, visando a poupança de recursos para os dias que se seguem às festas, foram acatados, e, por outro lado, os supermercados respondem de forma positiva ao compromisso assumido com o sector do Comércio sobre o controlo e oferta nornam de produtos desde a cesta básica ao mimos de Natal, os quais animam do menino ao adulto.
Não resta dúvida de que o Natal mantém a tradição de ser uma verdadeira festa de família.
Pelo mundo, e cá não se faz diferente, as comemorações buscam enaltecer os valores da fraternidade, do amor ao próximo, da amizade, da partilha, enfim, há uma imensidão de valores que o Natal procura conservar, independentemente das crenças que unem ou dividem as pessoas.
A festa de Natal é um momento para quem se ache desencontrado consiga reflectir no bem mais precioso que chega a representar o convívio de família e o espírito de partilha que deve caracterizar todos sem excepção.