As potencialidades em recursos naturais que o solo e subsolo angolano dispõem são, por si só, um grande ganho para assegurar o desenvolvimento tão esperado. Aliada à força de trabalho e à vontade de fazer as coisas acontecerem, deveria merecer uma atenção especial.
Nos dias que correm, a divisa tem sido a diversificação da economia, apostando em segmentos que possam acelerar este desiderato. Neste contexto, o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleo (MIREMPET) está a realizar, em Luanda, nas instalações da ENAD, em Luanda, o seu 1º Conselho Consultivo Alargado, sob o lema “Recursos Minerais e Petróleos ao serviço do crescimento económico e social de Angola”.
Não poderia ser diferente o sentido oportuno que o lema que norteia este encontro carrega, nesta era em que precisamos de pôr tudo que temos ao serviço da Nação. O país precisa de se erguer para vencer os grandes desafios.
O sector dos Recursos Minerais e Petróleo tem uma palavra a dizer para que a economia nacional caminhe nos carris. É preciso também apostar nos recursos humanos, que são a força motriz de qualquer desenvolvimento integrado e harmonioso.
Não são os recursos naturais que fazem de Angola um país forte, mas sim o homem. É necessário que se criem políticas para que os recursos que o país tem estejam ao serviço do crescimento e desenvolvimento.
Deste encontro, espera-se uma nova era para se poder alavancar o tecido produtivo nacional. Temos ainda no “Ouro negro” o nosso principal produto de exportação, seguido do diamante. Estes recursos, não renováveis, continuarão a desempenhar um papel importante para o progresso do país. É preciso que se desenvolvam novas políticas para que se possa aproveitar ao máximo as potencialidades.
Os países exportadores de matéria-prima têm de aprimorar políticas para que as suas riquezas possam gerar empregos e criar renda para as suas famílias.
No dia 25 de Junho de 2018, em Luanda, o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, aquando do seu discurso de abertura da 43ª Assembleia Plenária do Fórum Parlamentar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), destacou que “vendemos a nossa matéria-prima por preços irrisórios no mercado internacional e importamos, em contrapartida, produtos acabados a preços exorbitantes”.
Auguramos que o Conselho Consultivo Alargado, nesta nova era, em que se fundiram os então ministérios dos Petróleos e o da Geologia e Minas, consiga harmonizar as estratégias, para que as potencialidades se sintam no quotidiano do cidadão comum.
Temos tudo para assumirmos a “vanguarda” das economias das nações mais poderosas da sub-região do continente africano, mas como também do mundo.
Precisamos, isto sim, encontrar e alinhar os melhores caminhos para que, numa primeira instância, possamos vencer a “petrodependência” e abraçarmos outros segmentos que estão a ser menos explorados. Há condições para isso.
Temos de escolher o melhor momento e as melhores práticas. Sendo uma delas envolver a classe empresarial privada na discussão das prioridades, para que o sector dos Recursos Minerais e Petróleo possa, de facto, estar ao serviço do progresso económico e social de Angola.