E isso reconheceu o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na sua habitual mensagem de ano novo, pois as nossas receitas financeiras diminuíram e o Governo, as empresas e as famílias tiveram que habituar-se a gastar menos para resolverem os seus problemas com êxito. Mas como disse o Chefe do Executivo, os angolanos não perderam o rumo. O país não parou apesar da situação de crise que ainda vivemos, que é causada por factores externos. E todos fizemos um esforço para que nesta quadra festiva do Natal e Ano Novo não faltasse o necessário.
Assim, apesar da crise financeira que assolou o país e o resto do mundo, em 2016, o Governo pode orgulhar-se de muitas realizações em tempos difíceis, começando pelo seu ponto forte, o ramo agro-pecuário com a construção e reabilitação de infra-estruturas, a identificação de projectos estruturantes. Prova disso são os balanços que trazemos de algumas províncias nas páginas seguintes. Provas bastantes que afinal o país não parou. Arregaçámos as mangas e demos o nosso melhor para manter a máquina a funcionar. E disso nos orgulhamos.
E, em 2017, como garantiu o Chefe de Estado, o Executivo vai continuar a criar condições para proporcionar maior bem-estar a toda a população, concluindo os projectos em execução no próximo ano, que vão garantir maior acesso à educação, à saúde, aos serviços de energia e água, à habitação e a maiores oportunidades de emprego, especialmente para a juventude. E, mesmo em 2017, desafios não faltarão, pois, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a população projectada por províncias em Angola em 2017 será de um total de 28 milhões, 359 mil e 634 pessoas, segundo a projecção feita de 2014 a 2050.
A pressão populacional não será certamente o único desafio a que seremos chamados a ultrapassar novamente. Há eleições. O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, augurou mesmo que as eleições gerais de 2017 decorram num espírito de tolerância política e de respeito pelas convicções de cada um.
Os actores políticos devem dar prova da grande maturidade e responsabilidade num acto de grande importância para o qual o Executivo está a garantir as condições, de modo a que os cidadãos eleitores possam exercer os seus direitos de escolher o Presidente da República e os deputados, num espírito de paz, harmonia e festa. A festa da democracia. “Devemos aplicar o princípio de que a união faz a força. Vamos, assim, juntos promover a cultura do mérito para produzir com melhores resultados, de modo a aumentarmos e a distribuirmos com maior justiça a riqueza nacional. Orgulhemo-nos pelas conquistas já alcançadas e trabalhemos para que o ano de 2017 seja melhor”, frisou José Eduardo dos Santos.
Em 2017 seremos chamados a dar mais um grande exemplo de cidadania no exercício do voto de modo pacífico e responsável, numa altura em que seremos igualmente chamados para nos associarmos ao esforço colectivo da Nação em prol da aceleração da diversificação da economia e aumento da produção interna.