China é, nos dias que correm, o principal parceiro económico do continente africano, a julgar pelos avultados investimentos que tem aplicado nos mais diversos Estados.
A capital chinesa, Beijing, acolheu no início desta semana, a terceira edição do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), tendo juntado Chefes de Estado e de Governo do continente africano.
A China está a fazer grandes empréstimos para projectos de infra-estruturas em países africanos, com linhas de créditos para financiar e desenvolver a rede eléctrica, modernizar o sistema de transporte, rede viária, ferroviárias, aeroportuária, e não só.
Deste fórum da capital chinesa, segundo prometeu o Presidente chinês, Xi Jinping, a China vai disponibilizar 60 biliões de dólares norte-americanos para financiar o desenvolvimento no continente africano, nos próximos três anos.
É mais uma “nova linha de crédito” que se junta às outras tantas que poderão ajudar o crescimento de África, numa parceria no âmbito do programa de desenvolvimento.
Alguns “críticos” e especialistas africanos dizem que estas obras são muito caras e os Estados africanos têm de as pagar. “Os chineses não estão a dar presentes”, dizem. É mesmo verdade!
Segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, as trocas comerciais entre a China e o continente africano rondavam os 10 mil milhões de dólares no ano 2000. Dezassete anos mais tarde, o número chega quase aos 200 mil milhões. E, ao mesmo tempo, aumenta o investimento directo chinês nos países africanos.
Com esta cooperação, a China e a África se comprometem a impulsionar as suas relações económica e avançar com a parceria estratégica abrangente nesta nova era.
Sendo parte dos BRICS - órgão que reúne as principais cinco economias emergentes do mundo, nomeadamente, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os dois lados (África e China) devem fortalecer o intercâmbio de alto nível, aprofundar a confiança mútua.
É premente que os dois lados devem, igualmente, aumentar a coordenação dentro das estruturas multilaterais incluindo a ONU, G20 e BRICS, promovendo uma ordem internacional mais justa e equitativa.
Aliado a esta parceria estratégica com os países do continente africano, está também outras economias mundiais emergente, tal é o caso da Coreia do Sul. Tanto a China, como neste caso, os coreanos, querem tirar maior proveito das potencialidades de África.
Nesta ordem de ideias, esta semana decorreu também, a reunião dos governadores do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), realizada na Coreia do Sul, com o lema oficial “Acelerando a industrialização de África’.
Vê-se logo o interesse da China que quer ajudar a África, que se encontra ainda mergulhada num contexto de crescimento lento e até de dívida pública excessiva. Os encontros anuais são uma das maiores reuniões económicas sobre o continente africano, juntando chefes de Estado, accionistas de referência no sector público e privado, governadores dos 80 bancos centrais que são accionistas do BAD e académicos e parceiros para o desenvolvimento.