Se os números resumissem o crescimento exponencial que o sector vivencia, talvez poucos compreenderiam a razão do “boom”. A verdade é que mesmo a nível da produção legislativa, o sector deu passos importantes, passando a conferir maior dignidade, não só aos investidores e operadores, mas também aos destinatários dos serviços.
Aliás, a perspectiva de surgimento de um provedor dos serviços de seguro é prova inequívoca de que melhores tempos surgirarão e os utentes dos serviços podem ver num futuro curto um mercado mais justo, menos caro e, sobretudo, mais humano quando o assunto for cobertura de sinistros, ainda uma dor de cabeça nestes dias, mesmo que já tenha evoluído para melhor.
O reconhecimento do papel das seguradoras nas economias mostra que estes investidores precisam olhar para o mercado com olhos nos lucros, aliás, só assim justificar-se-ia a entrada nos negócios numa economia de mercado, mas devem também se focar na prestação de um serviço cada vez mais a nível das exigências e preferências dos cidadãos, sem deixar de ter em conta o custo que precisa ajustar-se ao poder de compra das famílias.
Ao que tudo indica, estamos seguros e mais confiáveis ao mercado que, de forma regrada, vê a presença do Estado mais bem refinada com Leis e Regulamentos que procuram frear o lucro desmedido e a má fé na relação de prestação de serviços.
Com a Arseg, a Academia de Seguros e Fundo de Pensões tem também exercido um papel de relevo, pois assume-se como sendo um player cuja vocação é treinar e dispor o mercado de quadros capazes de darem respostas às exigências que o mercado impõe.
A entrada da academia no “teatro das operações” faz com que as seguradoras abandonem o improviso e apostem num serviço baseado no rigor da lei. Já o cidadão, por via das formações disponíveis, aprende mais sobre as linhas com que se cosem as prestadoras de serviços de seguro, tendo por aqui mais abertura e argumentos para reclamar ou exigir celeridade e eficácia.
Ficou claro, uma vez mais, que Angola segue com determinação e a independência necessária a evolução da actividade seguradora internacional e que, neste momento, procura criar todo um conjunto de cenários para que a legislação em vigor esteja ou se adapte às necessidades e exigências dos organismos mundiais.
Não menos confortável é também o facto de as famílias, as empresas e outros usuários dos serviços compreenderem que as seguradoras, enquanto operadoras do sistema financeiro, também servem de captadoras de recursos, normalmente poupança, para sua transformação em crédito, através da compra de dívida pública ou mesmo realocação de valores nos casos de seguradoras que também tenham no seu perfil de negócio a actividade bancária tradicional.